Vídeo registra destruição no aeroporto do Kuwait após ataque de drone do Irã

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Destroços e fumaça tomam conta do Aeroporto Internacional do Kuwait após ataque iraniano (Foto: Instagram)

O conflito no Oriente Médio ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (3) quando o Irã lançou uma série de mísseis e drones contra países do Golfo Pérsico. O Aeroporto Internacional do Kuwait foi um dos alvos principais e sofreu danos significativos em sua estrutura, com áreas de embarque comprometidas, focos de incêndio e destroços espalhados pelos corredores. Autoridades locais confirmaram ao menos uma pessoa morta e dezenas de feridos em decorrência dos impactos. Imagens registradas no terminal mostram colunas de fumaça, trechos do teto desabados e veículos de emergência atuando freneticamente nos hangares.

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Poucas horas antes, os Estados Unidos haviam realizado bombardeios em território iraniano, o que levou Teerã a retaliar com o ataque aos países do Golfo, ampliando a instabilidade na relação entre as duas potências. As operações aéreas no principal terminal kuwaitiano chegaram a ser suspensas imediatamente após os impactos, por questões de segurança, mas foram gradualmente retomadas ao longo da manhã. Equipes de engenharia e de aviação civil coordenaram inspeções detalhadas nos pátios de aeronaves e nas pistas de pouso, permitindo o retorno controlado dos voos comerciais.

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O Ministério da Saúde do Kuwait atualizou o número de vítimas para 63 pessoas feridas, ressaltando que sete pacientes passaram por cirurgias de emergência devido à gravidade dos ferimentos, incluindo traumas por fragmentos de projéteis. Entre as casas de saúde que receberam os atingidos estão os principais hospitais de Mubarak al-Kabeer e Al-Adan, que mantêm plantões extras para atender a possíveis novas vítimas. A pasta também confirmou uma morte relacionada ao ataque e informou que equipes de apoio psicológico foram mobilizadas para prestar assistência às famílias.

Além dos danos no Terminal 1, prédios administrativos e estruturas ligadas a representações diplomáticas sofreram avarias, gerando preocupações sobre a segurança de funcionários estrangeiros no local. Poças de água, resultado de sistemas de sprinklers acionados durante os incêndios, misturavam-se a escombros, dificultando o trabalho de limpeza e reparo. Ainda assim, a Autoridade de Aviação Civil do Kuwait informou que, após a conclusão de todas as vistorias técnicas, as áreas de embarque e desembarque foram liberadas para operação, mantendo protocolos reforçados de monitoramento.

No Bahrein, as sirenes antiaéreas soaram pela primeira vez desde o acordo de cessar-fogo assinado em abril, enquanto as defesas locais interceptaram três mísseis balísticos e diversos drones iranianos. O governo de Teerã declarou que os ataques tinham como alvos instalações militares americanas na região, incluindo a sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, instalada em Manama. A iniciativa iraniana foi descrita por autoridades locais como resposta direta aos bombardeios das forças americanas que atingiram instalações estratégicas no território iraniano.

Em reação ao episódio, as Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram que alguns dos projéteis lançados pelo Irã falharam em seus trajetos, com dois mísseis destinados ao Kuwait não atingindo as ordens de batalha previstas. O incidente reacendeu temores de uma nova escalada militar no Oriente Médio e colocou em xeque a manutenção do cessar-fogo firmado no início de abril. Diplomatas de diversos países têm apelado por negociações urgentes e pelo estabelecimento de um canal direto de diálogo para evitar uma ruptura total das hostilidades.