
Momento da prisão do professor de jiu-jitsu em Manaus (Foto: Instagram)
Em Manaus, um professor de jiu-jitsu de 59 anos foi detido no início desta semana em uma operação conjunta da Polícia Civil do Amazonas e da Polícia Federal. Ele é investigado pela produção, armazenamento e distribuição de imagens que registram exploração sexual envolvendo um adolescente de 14 anos, compartilhadas por meio de um aplicativo de relacionamentos. O delegado-geral adjunto, Guilherme Torres, expressou pesar diante do caso e salientou a importância de manter vigilância redobrada em espaços esportivos frequentados por crianças e adolescentes para prevenir abusos.
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A apuração teve início na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, após denúncias indicando a veiculação de conteúdo ilegal em um app de paquera. A equipe de investigação rastreou as mensagens e localizou o celular usado para enviar o material pornográfico. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades, mas ele foi preso em flagrante e conduzido à sede da polícia em Manaus, onde presta depoimento e aguarda as medidas judiciais cabíveis.
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O episódio reforça a necessidade de ação preventiva em academias, centros de treinamento e outros ambientes esportivos, onde o convívio próximo entre professores, treinadores e alunos exige atenção redobrada. A Polícia Civil do Amazonas orienta pais, responsáveis e profissionais de educação física a ficar atentos a comportamentos atípicos, comunicação suspeita ou qualquer sinal de exploração. Além disso, a corporação recomenda o registro imediato de denúncias, por meio de canais oficiais, para que casos semelhantes sejam identificados e investigados com rapidez.
Em entrevista, o delegado-geral adjunto Guilherme Torres ressaltou que, embora o jiu-jitsu seja reconhecido por promover disciplina, respeito e desenvolvimento de valores saudáveis entre jovens, não deve haver tolerância para qualquer forma de assédio ou violência dentro do esporte. Segundo ele, as instituições precisam zelar pela integridade física e psicológica dos alunos, promovendo ambiente seguro e transparente, e garantindo que denúncias sejam tratadas com confidencialidade e rigor investigativo.
As investigações continuam sob coordenação da Polícia Federal e da Polícia Civil do Amazonas, com apoio de equipes especializadas em crimes contra crianças e adolescentes. O caso tramita em segredo de Justiça, e o suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário. Autoridades reforçam a importância de campanhas educativas e treinamento de profissionais para identificar sinais de exploração, além de fortalecer a legislação voltada à proteção de menores em todas as atividades esportivas e de lazer.








