
Samuel Moura ao lado de Gabriela Moura momentos antes do procedimento de coleta de óvulos. (Foto: Instagram)
O ortopedista Samuel Moura, 35 anos, viúvo da terapeuta Gabriela Moura, 31, voltou a abordar publicamente a morte da esposa após a coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida na zona sul de São Paulo. Gabriela se submeteu ao procedimento no início de fevereiro, apresentou complicações ainda na sala e foi levada ao Hospital Sírio-Libanês, onde veio a falecer poucos dias depois.
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Em entrevista ao UOL, Samuel descreveu o vazio que tomou conta de sua vida desde a perda de Gabriela e reforçou a busca por esclarecimentos sobre as circunstâncias do atendimento médico. “Perdi meu chão, perdi o amor da minha vida. Estou passando pelo pior momento da minha vida”, declarou o ortopedista, que espera respostas sobre eventuais falhas no protocolo adotado pela clínica.
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Segundo Samuel, o casal planejava realizar o sonho de ter o primeiro filho e, após cerca de dois anos tentando engravidar de forma natural sem sucesso, exames indicaram dificuldade para a concepção espontânea. Diante do diagnóstico, decidiram iniciar a fertilização in vitro, começando pela etapa de coleta de óvulos, um momento que ambos viam com grande esperança.
O viúvo acredita que a assistência anestésica prestada durante o procedimento pode ter sido inadequada. Ele relata que Gabriela sofreu uma parada cardíaca seguida de hipóxia cerebral irreversível, situação em que o cérebro fica sem oxigênio. Agora, Samuel aguarda as conclusões das investigações para identificar se houve imperícia, imprudência ou negligência, e pede responsabilização para evitar novos casos.
O procedimento ocorreu em fevereiro na clínica localizada em Indianópolis, bairro da zona sul de São Paulo. Registros divulgados à imprensa mostram Gabriela sendo retirada da sala intubada e acompanhada por equipe médica. Internada por quase uma semana, ela não resistiu às complicações e morreu em 24 de fevereiro no Hospital Sírio-Libanês.
Representada pelo advogado Yuri Felix, a família de Gabriela Moura busca esclarecimentos sobre as reais causas do óbito e contesta a lentidão na emissão do laudo definitivo do Instituto Médico-Legal (IML). Eles afirmam que a agilidade na conclusão pericial é crucial para apontar responsabilidades e evitar que outras pacientes passem por situação semelhante.
Em nota, a Genics Clínica Reprodutiva e Genômica Ltda., responsável pelo atendimento, afirmou possuir todas as licenças e certificações exigidas pelos órgãos competentes e declarou que o procedimento seguiu protocolos técnicos alinhados a normas nacionais e internacionais. As investigações continuam em andamento para trazer total transparência ao caso.








