
Indiano tenta sacar dinheiro com restos mortais da irmã (Foto: Instagram)
O indiano Jitu Munda, de 59 anos, membro de uma comunidade tribal e analfabeto, chocou a opinião pública ao levar ao banco os restos mortais da irmã para sacar 20 mil rúpias (aproximadamente R$ 1.057). A atitude inusitada foi motivada por um mal-entendido sobre as exigências da instituição financeira. Apesar da repercussão, Munda não chegou a ser preso.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O homem foi impedido de realizar o saque porque os funcionários disseram que apenas a titular da conta poderia retirar o valor ou que seriam necessários herdeiros legais registrados. Sem saber ler nem entender procedimentos bancários, ele concluiu que o corpo seria a prova cabal do falecimento para ter acesso ao dinheiro.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O episódio ocorreu no distrito de Patna, na região de Keonjhar, no estado de Odisha. A quantia de 20 mil rúpias equivale, na cotação atual, a cerca de R$ 1.057. O vídeo que mostra Munda carregando os restos mortais pela rua até o banco viralizou, levando muitas pessoas a questionar as condições de acesso a serviços básicos por parte de populações vulneráveis.
Conforme apurou o jornal Indian Express, Jitu Munda perdeu a irmã mais velha em janeiro deste ano. Logo após o óbito, ele se dirigiu à agência bancária onde a vítima mantinha uma poupança, na esperança de resgatar o montante deixado por ela. Ao se deparar com as exigências burocráticas, foi orientado de forma imprecisa e passou a acreditar que somente ante o corpo poderia comprovar o falecimento.
Na tentativa de cumprir a orientação equivocada, Munda recolheu os restos mortais da irmã, colocou-os num saco plástico e foi até a agência bancária. Lá, exigiu novamente a liberação dos fundos, assustando funcionários e clientes. A cena causou grande comoção e levou a polícia local a intervir rapidamente.
Quando as autoridades se inteiraram do ocorrido, entenderam que se tratava de um desencontro de informações por causa do analfabetismo de Munda. Os policiais então o instruíram a procurar o cartório mais próximo para emitir uma certidão de herdeiros. Após cumprir essa etapa, o mesmo batalhão organizou o sepultamento adequado do corpo da mulher, encerrando o episódio sem que o homem fosse detido.








