Menino autista de 5 anos some em área de mata e aciona Alerta Amber

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Equipes de resgate patrulham estrada rural em Araucária (Foto: Instagram)

O menino João Gabriel Ferreira dos Santos, de 5 anos e diagnosticado com autismo nível 2 de suporte, desapareceu em uma área rural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (PR). A família percebeu o sumiço na manhã de domingo (27) e acionou o Corpo de Bombeiros. Em seguida, o sistema Alerta Amber foi disparado para ampliar a divulgação do caso nas redes sociais em um raio de 160 km, na tentativa de reunir informações que levem à sua localização.

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Desde então, cerca de 150 pessoas formam uma força-tarefa composta por bombeiros militares, policiais civis e militares, além de voluntários da região. As equipes trabalham em turnos revezados, dia e noite, para vasculhar a extensa malha rural onde João Gabriel foi visto pela última vez, na Rua Jacob Haiduk, dentro de uma propriedade familiar.

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João Gabriel tem cabelos curtos e olhos castanhos. Por apresentar transtorno do espectro autista grau 2 de suporte, ele não se comunica verbalmente, o que intensifica o receio de que não consiga pedir ajuda caso esteja perdido. A família relata que o garoto costuma se desorientar com facilidade, sobretudo em locais com vegetação densa.

As buscas se concentram em trechos de mata fechada, plantações de café e margens de tanques e açudes de irrigação. Drones equipados com câmeras termais sobrevoam áreas de difícil acesso enquanto cães farejadores percorrem trilhas em terra firme. Mergulhadores inspecionam possíveis pontos de água, e helicópteros garantem apoio aéreo e logística para as equipes de solo.

O Alerta Amber exibe um cartaz com as informações essenciais do desaparecimento e circula em plataformas como Facebook e Instagram num raio de até 160 km de Araucária. As autoridades mantêm canais telefônicos e digitais abertos para receber dicas e denúncias. A ferramenta permanece ativa por até 24 horas, podendo ser renovada até que haja um desfecho.

Apesar dos obstáculos naturais do terreno, o clima entre os envolvidos é de determinação. Moradores locais, familiares de pessoas autistas e integrantes de organizações de apoio voluntário se engajaram nas buscas. Até o momento, João Gabriel não foi encontrado, mas a esperança de um reencontro seguro segue fortalecida.

Especialistas em operações de resgate destacam que o relevo acidentado e a densa cobertura vegetal dificultam a visibilidade e a circulação pelas trilhas. Mesmo assim, equipes utilizam mapas topográficos, marcadores de pegadas e leituras térmicas para focar o trabalho nos pontos com maior probabilidade de encontro, na expectativa de localizar o garoto com segurança.