
BOPE invade apartamento em Goiânia e prende suspeita de matar jornalista (Foto: Instagram)
O BOPE prendeu a mulher apontada como autora do assassinato do jornalista Delson Carlos Barros, de 52 anos, após longa negociação e uso de explosivos para arrombar a porta do apartamento onde ela estava trancada. A operação, realizada em um condomínio do Setor Bueno, em Goiânia, durou cerca de quatro horas até a equipe decidir pela entrada tática. O caso agora fica sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que conduz as investigações.
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Na tarde desta sexta-feira (24), policiais do Batalhão de Operações Especiais foram acionados ao condomínio localizado no Setor Bueno, região nobre da capital. As negociações se estenderam por aproximadamente quatro horas, mas a suspeita recusou todas as propostas de rendição. Em seguida, a equipe empregou explosivos fornecidos pela corporação para romper a porta do imóvel e acessá-lo com segurança.
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Conforme a Polícia Militar, as imagens do cerco exibem o momento em que os agentes invadem o apartamento e encontram a suspeita caída no chão da cozinha. Ela foi imediatamente imobilizada com o uso de uma arma de choque (Taser), após apresentar um quadro de surto e proferir ameaças contra a própria vida. Durante toda a operação, a corporação isolou o condomínio, retirou moradores das áreas próximas e bloqueou o acesso ao prédio para garantir a segurança de todos.
Logo após ser contida, a mulher recebeu atendimento médico no local e foi escoltada por policiais até uma unidade hospitalar para avaliação. Segundo relatos preliminares da PM, o homicídio do jornalista teria origem em uma discussão envolvendo Delson, a suspeita e a companheira desta. Testemunhas afirmaram que, durante o desentendimento, Delson feriu a mulher no ombro com uma faca, e ela reagiu atingindo o jornalista com diversos golpes.
O episódio ocorreu na área comum do sétimo andar do edifício, próximo ao elevador do apartamento onde Delson morava. Mesmo gravemente ferido, o jornalista conseguiu descer até o quinto andar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no corredor. Agora, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios ouve testemunhas e reúne provas para reconstituir toda a dinâmica do assassinato e esclarecer as circunstâncias que culminaram na tragédia.








