
A bailarina Marina Abib conversa e gesticula durante ensaio. (Foto: Instagram)
A bailarina Marina Abib, de 38 anos, foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em São Paulo, conforme anúncio feito pelos familiares em suas páginas nas redes sociais. A artista ganhou projeção nacional ao expor abertamente sua trajetória de tratamento contra uma condição rara, diagnosticada depois de anos enfrentando diversos sintomas. Desde então, Marina mobilizou uma grande corrente de solidariedade, com admiradores e amigos compartilhando mensagens de apoio e incentivo a cada nova etapa de sua recuperação.
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Na publicação, eles explicam que o estado de saúde da bailarina requer cuidados constantes e que cada mensagem de carinho, fé e boas vibrações ajuda a manter o alto-astral de Marina. “Mais do que nunca, queremos formar uma rede de energia positiva. Se possível, deixe um recado de afeto nos comentários para que essas palavras cheguem até ela”, afirmaram no comunicado, reforçando a importância da mobilização online.
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A iniciativa de apoio à bailarina atraiu manifestações de artistas de diferentes áreas, que não hesitaram em deixar seus votos de pronta recuperação. Cantoras como Maria Gadú, atrizes como Patrícia Pillar e Vanessa Gerbelli, assim como Camila Lucciola, compartilharam declarações de solidariedade em suas redes, exaltando a coragem de Marina e enfatizando a relevância de campanhas de sensibilização para doenças neurológicas raras.
Os primeiros sintomas surgiram no início de 2020, em meio às restrições impostas pela pandemia. Marina começou a apresentar episódios de tontura intensa, acompanhados de visão dupla e dificuldades para se manter em pé. Inicialmente, esses sinais foram atribuídos a desgastes típicos da rotina de bailarina ou mesmo ao estresse, mas, após novas internações e uma extensa bateria de exames, os médicos passaram a desconfiar de uma condição autoimune.
O diagnóstico definitivo veio em 2022: encefalite autoimune soronegativa, uma patologia neurológica rara na qual o sistema imunológico ataca membranas protetoras do cérebro, podendo gerar complicações motoras, cognitivas e psiquiátricas. Em suas redes sociais, Marina falou em esperança e reafirmou a importância do diagnóstico precoce, enquanto documenta suas sessões terapêuticas para informar e sensibilizar o público.
Para enfrentar as limitações impostas pela enfermidade, Marina conta com uma equipe multidisciplinar formada por neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicoterapeuta, psiquiatra, nutricionista e cuidadores especializados, que acompanham tratamentos que vão de imunoterapias a processos de reabilitação motora e cognitiva. Estima-se que os custos mensais superem R$ 60 mil, valor viabilizado por uma campanha online lançada pelos familiares, que já arrecadou mais de R$ 500 mil e continua ativa para garantir a continuidade do cuidado.
