
Daniel Siad, suspeito de tráfico humano no caso Epstein, é encontrado morto na França (Foto: Instagram)
Daniel Siad, um recrutador de modelos franco-argelino de 69 anos mencionado em documentos associados ao caso de Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em sua residência em Colombes, nos arredores de Paris. As autoridades locais informaram que o corpo foi descoberto dentro do imóvel, mas até o momento não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias do falecimento. Siad estava sob investigação por suspeita de tráfico de seres humanos e suspeito de estupro. Ele não chegou a prestar depoimento antes de morrer, e não há previsão sobre quando a causa da morte será esclarecida.
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Segundo o Ministério Público de Nanterre, a investigação era conduzida por uma unidade especializada no combate ao tráfico humano. Além das suspeitas relacionadas ao transporte e recrutamento de mulheres para exploração sexual, Daniel Siad respondia a denúncias de estupro, acusações que ele negava veementemente. Fontes policiais informaram que o processo teve início após depoimentos e indícios de que o recrutador mantinha contato com integrantes da rede de Epstein na França. Sem conseguir prestar esclarecimentos, Siad faleceu antes de ser interrogado formalmente pelas autoridades.
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O nome de Daniel Siad consta em mais de mil documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos ligados às investigações sobre Jeffrey Epstein. Nesses registros, aparecem trocas de mensagens que indicam o envio de mulheres de diversas nacionalidades para residências do financista em Nova York, reforçando as suspeitas de tráfico e exploração sexual. Os papéis tornaram-se públicos em processos judiciais norte-americanos e serviram de base para as autoridades francesas ampliarem o escopo de suas apurações em solo europeu.
Fontes judiciais afirmam que as comunicações analisadas incluem conversas por e-mail e aplicativos de mensagens em que Siad negocia, detalha perfis e organiza datas para o deslocamento das mulheres. Embora não haja confirmação de que todas as pessoas mencionadas tenham sido vítimas, o teor das mensagens despertou atenção pelo caráter sistemático e profissional do esquema. Especialistas em direito internacional ouvidos pela imprensa apontam que a atuação transnacional do recrutador evidencia como as redes de exploração de Jeffrey Epstein se estenderam além dos Estados Unidos.
Até o momento, o Ministério Público francês não divulgou os resultados de eventuais exames periciais ou o cronograma para a conclusão das investigações sobre a morte de Daniel Siad. Não foi informado se haverá abertura de inquérito próprio para apurar as circunstâncias do óbito, nem se outras linhas de investigação serão seguidas. As autoridades mantêm sigilo sobre o caso, e a família do recrutador ainda não se pronunciou publicamente a respeito do ocorrido.








