Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, ex-diretor-adjunto de uma creche municipal de Timon (MA) e ex-presidente municipal do PSOL, foi preso pela segunda vez em Teresina. Investigado por estupro de vulnerável contra 11 crianças de 2 a 3 anos, ele também mantinha uma lista com os nomes das vítimas, segundo informou a Polícia Civil.
De acordo com o delegado Cláudio Mendes, o documento foi localizado durante buscas realizadas na residência do investigado no mês anterior. Conforme a investigação, ao lado de alguns nomes havia anotações indicando o nível de autismo das crianças. “Encontramos a lista na casa dele no mês passado. Quase todas eram autistas não verbais”, explicou o delegado.
Segundo a polícia, Alberto Luiz voltou a utilizar a tornozeleira eletrônica após a repercussão sobre sua fuga. No momento em que foi localizado, o equipamento já havia sido religado e funcionava normalmente.
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Ainda de acordo com Cláudio Mendes, o investigado passou cinco dias sem carregar o dispositivo e desligou a tornozeleira em frente à rodoviária de Timon no último domingo (05), em uma tentativa de fazer parecer que havia deixado a cidade. “Ele foi preso depois de passar cinco dias sem ligar a tornozeleira. No domingo, desligou o equipamento em frente à rodoviária de Timon, provavelmente para fazer acreditar que havia embarcado em um ônibus, mas retornou em seguida”, afirmou o delegado.
Após ser considerado foragido pela Justiça do Maranhão, Alberto Luiz deixou um esconderijo na zona rural de Timon, seguiu para Teresina e passou a ser monitorado pelas equipes de investigação até ser localizado em um imóvel no bairro São João.
O investigador Joélio de Carvalho Borges informou que uma idosa estava na residência no momento da abordagem. Segundo ele, ainda não foi esclarecida a relação da mulher com o investigado.
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“Fomos atendidos por uma senhora, que abriu a porta, disse que não havia ninguém e a fechou em seguida. Batemos novamente, mas não tivemos resposta. Então entramos no imóvel e encontramos o investigado no banheiro, nos fundos da casa. Ela afirmou que apenas trabalhava no local e que os proprietários não estavam presentes”, relatou.
Antes da nova prisão, a Justiça havia revogado a prisão preventiva de Alberto Luiz por entender que o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo legal. Segundo o juiz Rogério Monteles, da 1ª Vara Criminal de Timon, a prorrogação concedida extrapolou os limites previstos no Código de Processo Penal, retirando a justificativa para a manutenção da prisão preventiva.















