
Abuso sexual descartado no caso da bebê Helena; mãe e companheiro indiciados por homicídio culposo (Foto: Instagram)
A delegada Patrícia Sena, da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), detalhou nesta segunda-feira (20) que a hipótese inicial de abuso sexual contra a bebê Helena Rodrigues Almeida surgiu em um relatório médico preliminar do hospital onde a criança foi atendida. No entanto, exames de DNA e o laudo cadavérico produzidos pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) não encontraram indícios de violência sexual, concluindo que a causa da morte foi asfixia mecânica. Com esses resultados, o inquérito foi encerrado com o indiciamento da mãe por homicídio culposo por omissão e do homem que dormia com a bebê por homicídio culposo.
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A Polícia Civil do Ceará apresentou um panorama completo dos procedimentos que levaram ao descarte da linha de investigação relacionada a crime sexual no episódio que vitimou a pequena Helena, de apenas 10 meses, em Fortaleza. Conforme reportado pela corporação, a situação foi julgada necessária no início do caso devido às informações contidas no documento inicial, mas toda a estratégia investigativa foi revista após a entrega dos laudos oficiais.
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Em entrevista, a delegada Patrícia Sena explicou que, ao receber o inquérito, sua equipe de agentes e peritos considerou procedente apurar também a possibilidade de estupro de vulnerável, uma vez que o primeiro atestado hospitalar trazia indícios vagos. Ainda assim, ao longo das semanas seguintes, os exames de corpo de delito e as análises complementares da Pefoce não confirmaram qualquer sinal de agressão sexual, o que provocou a mudança imediata de foco na investigação.
Segundo a autoridade, as amostras de DNA coletadas dos três homens relacionados ao caso — o companheiro da mãe de Helena, o primo dele e um tio da criança — foram cruzadas com vestígios encontrados no corpo da vítima e apontaram resultado negativo para qualquer correspondência. Paralelamente, o laudo cadavérico apontou lesões compatíveis apenas com asfixia mecânica, sem marcas ou presença de substâncias que denunciem contato sexual forçado, e essas conclusões foram anexadas oficialmente ao inquérito.
Com a consolidação das provas periciais, a Polícia Civil reformulou sua interpretação dos fatos. A mãe da bebê foi indiciada por homicídio culposo por omissão, por não ter agido para impedir o risco à criança, enquanto o homem que dividia a cama com Helena recebeu indiciamento por homicídio culposo, em razão de sua possível contribuição para o episódio fatal, conforme os elementos técnicos reunidos.
A delegada reforçou que a investigação seguiu rigorosamente todas as etapas previstas em lei, acompanhando a evolução das provas e ajustando as linhas investigativas sempre que surgiam novos dados dos laudos oficiais. Segundo ela, essa postura garantiu a credibilidade do processo e assegurou que nenhuma hipótese fosse preterida sem a devida fundamentação técnica.
Além disso, Patrícia Sena destacou o trabalho conjunto entre policiais civis, médicos legistas e peritos criminais, ressaltando que a transparência e o respeito aos protocolos forenses foram decisivos para esclarecer as reais circunstâncias do falecimento de Helena e concluir o inquérito com base em provas.








