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Eduardo Bolsonaro obtém Green Card e assegura permanência nos EUA


Eduardo Bolsonaro celebra concessão do Green Card e conquista estabilidade nos EUA (Foto: Instagram)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu o Green Card concedido pelo governo dos Estados Unidos, documento que confere a ele a condição de residente permanente no país norte-americano. A partir dessa autorização, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro poderá morar, trabalhar e estudar sem precisar renovar vistos ou solicitar novas permissões, mantendo-se em solo dos EUA em caráter indefinido.

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Conforme informações divulgadas em 20 de julho de 2026, o benefício migratório formaliza a situação de Eduardo, que vive em território americano desde o início de 2025. Com o Green Card em mãos, ele passa a gozar dos mesmos direitos de residentes legais, incluindo acesso ao mercado de trabalho e a instituições de ensino, sem limitação de tempo ou obrigações adicionais junto às autoridades de imigração.

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A conquista desse documento amplia a estabilidade jurídica de Eduardo Bolsonaro, garantindo-lhe proteção contra eventuais expirações de visto e barreiras burocráticas. A nova condição permite ainda que ele desenvolva projetos profissionais e acadêmicos de longo prazo, sem o risco de interrupções por questões migratórias.

O momento em que o Green Card foi concedido coincide com uma fase de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O ambiente bilateral se agravou após a imposição de novas tarifas comerciais norte-americanas sobre produtos brasileiros, o que elevou o clima de atrito econômico e político entre as duas nações.

A decisão de conceder o Green Card também ocorre após a condenação de Eduardo Bolsonaro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em julgamento que reconheceu sua culpa por coação de autoridades e tentativas de influenciar instâncias internacionais contra membros do Judiciário, ele foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de multa correspondente a 100 salários mínimos e inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da pena.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo permanece nos Estados Unidos, tendo ingressado no país com visto de turismo válido por cerca de seis meses. Na época, ele declarou estar sofrendo perseguição pelo Judiciário brasileiro e chegou a cogitar pedido de asilo político ao governo de Donald Trump como caminho para garantir residência permanente. A expectativa de retornar ao Brasil entre julho e agosto de 2026, para disputar cadeira no Senado por São Paulo ou integrar a chapa presidencial do pai, acabou se frustrando em meio à perda do mandato na Câmara dos Deputados por faltas e à renúncia ao posto de escrivão na Polícia Federal.

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