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Mãe de Helena obtém medida protetiva e advogado comenta decisão


Imagem ilustrativa de bebê com asas de anjo representando Helena (Foto: Instagram)

O caso da bebê Helena Rodrigues Almeida ganhou um novo capítulo no Tribunal de Justiça do Ceará nesta semana. Em decisão recente, o Judiciário estadual concedeu medida protetiva de urgência à mãe da menina, que figura nas investigações sobre a morte da criança. A tutela de urgência visa resguardar a mulher ante os riscos e constrangimentos apontados pela defesa nos autos.

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Em nota pública, a defesa da mãe de Helena Rodrigues Almeida confirmou o deferimento do pedido e explicou os fundamentos que levaram à concessão da proteção. Segundo os advogados, o conjunto probatório produzido no processo demonstrou a existência de situações de risco à integridade física e emocional da clienta, justificando a medida de urgência.

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Os laudos periciais do IML do Ceará apontaram que Helena morreu por asfixia mecânica e registraram lesões compatíveis com violência sexual. Com essas conclusões, a Polícia Civil investiga todos os que estavam no apartamento no momento do crime, mantendo em prisão preventiva o namorado da mãe e o primo dele.

O criminalista Weryd Simões, responsável pela defesa, declarou que a medida protetiva encerra um longo ciclo de violência doméstica e familiar sofrido pela cliente. Em nota, ele ressaltou que a mãe da bebê suportou agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais ao longo dos anos, além de ameaças virtuais e exposição em publicações vinculadas a facções criminosas.

Simões também destacou que o histórico criminal do pai de Helena, com registros desde 2016, foi considerado pelo Judiciário ao avaliar o pedido de proteção. O advogado reforçou que a decisão afasta narrativas construídas fora dos autos, pois o juiz examinou documentos e provas antes de conceder a tutela de urgência.

O defensor avisou que qualquer pessoa responsável por ameaças ou pela disseminação de discurso de ódio contra a mãe poderá ser acionada criminalmente e civilmente. Enquanto isso, o inquérito policial permanece em andamento, com a Polícia Civil reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e individualizar as responsabilidades, e a medida protetiva segue em vigor até nova deliberação.

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