
Ieda e Fabiana em momento de lazer na mata antes do desaparecimento (Foto: Instagram)
Os corpos de Ieda Aparecida Simplício, 62, e Fabiana de Fátima Nogueira, 47, foram encontrados no sábado (18) em uma área de mata no bairro Samaritá, em São Vicente (SP). As vítimas, que trabalhavam como entregadoras por aplicativo, estavam desaparecidas desde o dia 9, quando deixaram um encontro com uma amiga e a irmã mais velha de Fabiana e não retornaram para casa. Segundo a Polícia Civil, elas foram enterradas lado a lado em uma cova de cerca de quatro metros de profundidade. O carro usado pelas duas foi achado abandonado em Praia Grande, e um suspeito já foi identificado, mas segue foragido.
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O desaparecimento delas só chamou atenção na manhã do dia 10, quando não compareceram ao ponto de trabalho com as entregas por aplicativo e não responderam às ligações. Antes disso, as últimas mensagens enviadas pelos celulares das vítimas datam das 23h37 do dia 9, logo após saírem da casa da amiga no Samaritá. Com os aparelhos desligados e sem notícias, familiares procuraram a polícia, que foi acionada no dia 11. Na delegacia, os parentes foram orientados a formalizar o boletim de ocorrência na segunda-feira seguinte, iniciando as investigações oficiais.
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Durante as buscas em uma área de mata, os policiais localizaram os corpos das duas mulheres enterrados em uma vala de aproximadamente quatro metros. Além dos corpos, foi encontrada parte de um crânio humano, que passará por perícia para identificação e esclarecimento das circunstâncias. Conforme relatos, as vítimas já estavam em estado avançado de decomposição, o que exigirá exames necroscópicos para determinar a causa da morte e o período exato em que foram enterradas.
No dia 11, familiares souberam que o carro de Ieda e Fabiana havia sido abandonado próximo ao Centro de Detenção Provisória de Praia Grande. Dentro do veículo, a polícia encontrou documentos pessoais, bolsas, chaves e o celular de uma das mulheres; o outro aparelho não foi localizado. Esse material deverá ajudar a esclarecer os últimos movimentos das vítimas antes do desaparecimento, contribuindo para traçar a linha de investigação do caso.
A Polícia Civil de São Paulo segue à frente das investigações e mantém um suspeito no radar, que até o momento continua foragido. As autoridades trabalham para reunir provas e depoimentos que possam levar à prisão do envolvido e ao esclarecimento completo do caso. Familiares de Ieda e Fabiana acompanham o andamento das apurações e aguardam os resultados dos laudos periciais para ter respostas sobre a motivação e o responsável pelo crime.








