Caso Berenice: patroa de cozinheira morta solicita liberdade em audiência

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Eliane Alves do Sano e Berenice Ramos de Aguiar Faria (Foto: Instagram)

A suspeita de envolvimento no sumiço da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, tentou obter liberdade em uma audiência de custódia realizada antes da confirmação de que o corpo encontrado em Angra dos Reis (RJ) pertencia à vítima. Durante a sessão, a defesa de Eliane Alves do Sano pediu a revogação da prisão cautelar alegando ausência de elementos que justifiquem a manutenção da detenção.

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Na audiência, Eliane negou ter sofrido qualquer tipo de agressão policial e sua equipe jurídica afirmou não ter tido acesso completo ao inquérito. O advogado defendeu que a cliente não tinha intenção de interferir nas investigações e solicitou prazo para analisar a documentação reunida pela Polícia Civil. O Ministério Público não apresentou questionamentos e requereu apenas a homologação da prisão e a comunicação ao juízo competente.

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Pouco depois da audiência, peritos confirmaram que o corpo resgatado em uma área de mata de difícil acesso em Angra dos Reis era de Berenice Ramos. A cozinheira havia desaparecido em 30 de junho em Ubatuba (SP) após aceitar uma carona oferecida por sua então patroa. Com a identificação positiva, o caso deixou de ser apenas um desaparecimento e passou a tramitar como possível homicídio.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte e investiga o vínculo profissional entre a vítima e a suspeita, buscando esclarecer a motivação do crime. Os investigadores analisam depoimentos, imagens e o histórico de convivência entre as duas para formular a linha de investigação mais consistente.

A defesa de Eliane Alves do Sano sustentou que não há provas de que ela tenha agido para obstruir o curso do inquérito e reiterou sua disposição de colaborar com as diligências. Até o momento, não foram divulgadas as próximas medidas que a advogada pretende adotar após a confirmação da morte de Berenice Ramos.

Enquanto isso, Eliane permanece presa à disposição da Justiça, e novas diligências devem ser realizadas para reunir elementos que esclareçam o motivo do crime e eventuais responsabilidades. O caso segue sob sigilo, sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Angra dos Reis.