
Suspeita de maus-tratos é conduzida pela Polícia Civil em Pelotas (RS) (Foto: Instagram)
Em Pelotas (RS), a mulher de 33 anos acusada de matar o próprio filho, um bebê de 1 ano e 7 meses, não esteve presente no velório da criança. De acordo com a Polícia Civil, a ausência no funeral levantou suspeitas de que a mãe poderia tentar escapar da Justiça. A decretação da prisão preventiva ocorreu após a necropsia apontar traumatismo craniano como causa do falecimento. Autoridades identificaram ainda indícios de agressões e queimaduras pelo corpo do menino.
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Diante dos indícios coletados durante as investigações, a Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva da suspeita. A perícia descartou a hipótese inicial de engasgamento, apresentada pela mãe ao chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e confirmou que a criança sofreu traumatismo craniano. Ainda foram detectadas marcas de agressões recentes e antigas, além de queimaduras em diferentes partes do corpo do bebê.
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Conforme a delegada Lisiane Mattarredona, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), o Samu foi acionado na madrugada de sexta-feira (17) após a mulher afirmar que o filho havia se engasgado com leite. Ao chegar à residência, as equipes encontraram o bebê sem sinais vitais. Posteriormente, a necropsia mostrou inconsistência na versão de engasgamento e apontou o traumatismo craniano como determinante para o óbito.
O exame pericial descartou por completo a possibilidade de morte por engasgamento, indicando fraturas e hemorragias internas compatíveis com impacto severo na cabeça. Essa conclusão, segundo os peritos, torna evidente que a criança foi vítima de violência física pouco antes de falecer. As circunstâncias e o objeto utilizado para causar o traumatismo ainda não foram esclarecidos pelas autoridades.
Além do traumatismo craniano, os laudos apontaram múltiplas lesões pelo corpo: hematomas antigos e recentes, bem como queimaduras em diferentes estágios de cicatrização. “Essa criança apresentava várias marcas de agressão pelo corpo, recentes e antigas, e também algumas marcas de queimadura”, afirmou a delegada. As evidências reforçam a investigação de maus-tratos que resultaram na morte do bebê.
A Polícia Civil informou que já colheu depoimentos de testemunhas que poderão ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos. As investigações permanecem em curso para identificar responsáveis e comprovar eventuais envolvimentos de terceiros. Por se tratar de um caso de maus-tratos com resultado de morte, o inquérito tramita com prioridade na DPCA.
Até o momento, os nomes da mãe e da criança não foram divulgados pelas autoridades, que alegam medida protetiva e reserva do direito à privacidade. Ao se pronunciar sobre o caso, representantes do órgão reforçaram o compromisso de apurar todos os detalhes e garantir justiça pela morte do garoto.








