
Bebê Helena e a mãe Ysabelle durante momentos antes da tragédia (Foto: Instagram)
A delegada Raquel Gallinati comentou na sexta-feira (17) sobre os novos rumos da investigação da morte da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses. Segundo o laudo pericial, a criança não foi vítima de violência sexual, mas sofreu lesões compatíveis com esmagamento na região abdominal. A conclusão desviou o foco do inquérito, mas não encerra as apurações de quem era responsável pelos cuidados da criança no momento do incidente.
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O exame indicou que traumas abdominais intensos podem gerar sangramentos genitais ou anais por rompimento de vasos, sem necessariamente evidenciar abuso sexual. Gallinati salientou que, em bebês, os tecidos são mais frágeis e se rompem com impactos mais leves que em adultos. Esses achados descartam a criminalização inicial por violência sexual, mas reforçam a necessidade de entender a dinâmica do incidente e a origem das lesões que provocaram o óbito prematuro de Helena.
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Para a delegada, a elucidação não se limita à causa médica da morte. Ela ressaltou que a apuração deve se aprofundar sobre a conduta de todos os adultos presentes, em especial a mãe de Helena, identificada como Ysabelle. Existem indícios de negligência no cuidado à criança, uma vez que ela dependia totalmente de terceiros para sobreviver. Assim, além de esclarecer o que de fato ocorreu, o inquérito deve verificar se houve falha no dever legal de proteção.
“Uma criança de apenas 10 meses não tem autonomia e depende integralmente de um adulto para sua segurança”, explicou Gallinati. “Quem estava responsável por protegê-la, principalmente a mãe, precisa ter sua conduta rigorosamente analisada, pois há suspeitas de omissão.” A delegada reforçou que, mesmo sem indícios de abuso sexual, é fundamental descobrir por que os responsáveis não agiram ao identificar qualquer sinal de risco para a bebê.
As autoridades devem investigar ainda se outros adultos que estavam no apartamento em Dionísio Torres, em Fortaleza, agiram ou deixaram de agir de forma criminosa. O inquérito perseguirá provas sobre omissão ou eventual cumplicidade que possam ter contribuído para o trauma fatal. A responsabilização criminal dos envolvidos dependerá da conclusão dos levantamentos feitos pela Polícia Civil, com base em depoimentos, perícias complementares e análise documental.
Helena morreu na segunda-feira (13), após ser levada por Ysabelle a uma unidade de saúde em Fortaleza. Em depoimento, a mãe relatou que percebeu mal-estar na filha durante uma confraternização e, em seguida, foi convidada para outra reunião em um apartamento no bairro Dionísio Torres, onde tinha conhecido um homem chamado Ray poucos dias antes. Segundo ela, ao tentar acomodar Helena em um quarto, perdeu a consciência, e ao acordar encontrou a criança em posição alterada, já sem sinais vitais.
