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Pai de Helena classifica mãe como ‘totalmente culpada’ em carta aberta


Anjo sem culpa: o luto de um pai por Helena (Foto: Instagram)

O pai da bebê Helena, de 10 meses, Erisvaldo Almeida, publicou nesta sexta-feira (17) uma carta aberta nas redes sociais para expressar o luto e a dor pela morte da filha em Fortaleza. No documento, ele descreve o abalo emocional vivido pela família e antecipa críticas ao modo como o caso foi conduzido antes do falecimento da criança.

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No texto, o pai comenta o laudo pericial do caso e afirma que, segundo sua leitura, a perícia afastou a hipótese de violência sexual contra a bebê. Ao mesmo tempo, Erisvaldo aponta lacunas no relatório e responsabiliza a mãe, Ysabelle, por omissão de informações cruciais que, em sua avaliação, poderiam ter evitado a tragédia.

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Helena morreu na última segunda-feira (13) no bairro Dionísio Torres. Conforme depoimento de Ysabelle à polícia, a criança apresentou sinais de mal-estar durante uma confraternização em um apartamento e passou a tossir com insônia ao usar o ar-condicionado. Imediatamente, a mãe buscou atendimento em uma unidade de saúde de Fortaleza, mas a menina não resistiu.

Em seu desabafo, Erisvaldo não poupa críticas a Ysabelle: "Ysabelle tinha total conhecimento do ocorrido. Ao invés de proteger e de zelar pela minha filha, ela omitiu o que realmente tinha acontecido. Ysabelle é totalmente culpada desse ocorrido! Mãe nenhuma deixa uma filha de 10 meses sozinha", enfatizou o pai.

O pai da bebê sustenta que a tragédia resultou de falhas graves nos cuidados, atribuindo responsabilidades não apenas à mãe, mas também a um homem identificado como Ray. Segundo depoimento de Ysabelle, ela conheceu Ray poucos dias antes do incidente, durante uma comemoração de aniversário, o que, para Erisvaldo, evidencia negligência na escolha de acompanhantes.

Ainda segundo Ysabelle, após a festa de aniversário ela foi convidada a uma confraternização no mesmo bairro. Cansada, teria colocado Helena em um dos quartos para que a criança descansasse, mas perdeu a consciência por motivos ainda não esclarecidos. Ao acordar, encontrou a bebê em posição diferente e, temendo um engasgo, acionou socorro, porém Helena já chegou sem vida ao hospital.

Ersivaldo reforça que seguirá cobrando apuração rigorosa dos fatos e não descansará até responsabilizar os envolvidos pela morte da filha. O caso permanece em investigação pelas autoridades de Fortaleza, que ainda não divulgaram a previsão para conclusão dos inquéritos.

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