
Berenice Ramos de Aguiar Faria em foto antes do desaparecimento em Ubatuba (Foto: Instagram)
A Polícia Civil de São Paulo afirma ter encontrado diversas inconsistências no depoimento de Eliane Alves dos Santos, proprietária da pousada em Ubatuba, sobre o desaparecimento de sua funcionária, a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. A empresária foi presa temporariamente enquanto as apurações sobre o sumiço e a possível morte da vítima avançam.
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As divergências reforçam a principal linha de investigação, que trata o caso como homicídio, embora o corpo de Berenice ainda não tenha sido localizado. Para os agentes, a falta de coerência nos relatos da suspeita, associada a provas já coletadas, sugere omissão de informações cruciais.
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A cozinheira havia sido desligada da pousada no final de junho e, segundo parentes, aguardava o pagamento das verbas rescisórias para voltar à cidade de Igaratá, seu município de origem. No dia seguinte à demissão, ela aceitou uma carona oferecida pela patroa e desapareceu.
Durante as investigações, os peritos cruzaram depoimentos com imagens de câmeras de segurança, registros de localização dos veículos e laudos iniciais de perícia. Esses elementos não coincidiram com a narrativa apresentada por Eliane, levantando a hipótese de que Berenice tenha sido assassinada dentro de um dos automóveis usados pela investigada.
A Justiça decretou a prisão temporária de Eliane Alves dos Santos para prevenir qualquer tentativa de obstrução das investigações e garantir a preservação de provas. A defesa da empresária mantém que ela é inocente e vai buscar demonstrar a própria versão dos fatos ao longo do processo.
Enquanto novas perícias são realizadas, equipes da Polícia Civil continuam vasculhando áreas que possam abrigar indícios do paradeiro de Berenice e recolhendo vestígios que esclareçam a dinâmica do crime. Concluídas as diligências, caberá ao Ministério Público decidir pela apresentação ou não de denúncia formal.
