Mãe da bebê Helena afirma não acreditar em abuso contra a filha

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Helena, vestida de anjinho em ensaio fotográfico, ganhou homenagens após sua morte trágica. (Foto: Instagram)

Ysabelle Rodrigues, mãe da bebê Helena, de 10 meses, afirmou não conseguir aceitar a possibilidade de violência sexual contra a filha, encontrada inconsciente em Fortaleza na madrugada de segunda-feira (13). Desde então, ela aguarda ansiosamente o laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para entender as reais circunstâncias que envolveram a morte da menina e obter um panorama completo dos fatos, sem precisar se basear apenas em indícios preliminares.

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Na entrevista, Ysabelle reforçou que a conclusão da perícia é crucial e que apenas os laudos oficiais poderão confirmar ou descartar a suspeita de abuso. “Eu não consigo acreditar que minha filha tenha sido vítima disso. Só o IML pode apontar o que ocorreu de fato”, declarou. Para ela, a expectativa está totalmente voltada aos exames do Pefoce, responsáveis por esclarecer a causa da morte e possíveis sinais de agressão.

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Em entrevista ao repórter Nathan Carcará, da TV Cidade Fortaleza, a mãe contou que, nos primeiros atendimentos no hospital, os profissionais notaram uma abertura no ânus da criança com vestígios de sangue. Apesar do alerta, eles não caracterizaram um estupro sem antes aguardar o laudo pericial. “Disseram: ‘mãezinha, há uma abertura com um pouco de sangue’, mas não puderam afirmar abusos nessa fase”, lembrou Ysabelle.

Em meio à comoção, a mãe afirmou que somente confiará na verdade divulgada pelo Instituto Médico Legal. “Eu só vou acreditar quando o IML soltar a verdade, o que aconteceu com a minha filha, porque eu não sei. Eu não sei o que aconteceu com a minha filha”, repetiu, emocionada, ao enfatizar que prefere aguardar a conclusão das investigações oficiais para não alimentar especulações precipitadas.

Ysabelle revelou também que tem se mantido distante das redes sociais para não se expor a comentários agressivos e teorias infundadas. Segundo ela, a dor pela perda de Helena é o maior sofrimento, e lidar com a repercussão pública só aumentaria seu estado de angústia. No momento, a mãe diz concentrar suas forças em acompanhar as etapas da perícia e buscar o consolo de familiares e amigos próximos.

A apuração do caso está a cargo da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Dois homens, de 22 e 26 anos, que estavam no imóvel durante a madrugada do incidente, foram ouvidos pela polícia. Um deles mantinha um relacionamento recente com Ysabelle, e o outro é primo da mãe, residente no bairro Araturi, em Caucaia. Além deles, outros familiares da bebê também prestaram depoimentos para auxiliar no esclarecimento dos fatos e ajudar a delimitar possíveis responsabilidades.

Desesperada por respostas, Ysabelle conta que, logo que chegou ao hospital, a equipe tentou estabilizar a bebê, mas diante dos sinais encontrados optou por acionar a perícia. A mãe aguarda que os exames toxicológicos e as análises anatômicas incluídas no protocolo padrão possam apontar não apenas as causas exatas do óbito, mas também confirmar se houve qualquer tipo de agressão. Enquanto isso, ela frisa a necessidade de paciência e espera pelos resultados oficiais.