Caso Helena: pai detalha término do relacionamento e atribui ciúmes ao desgaste da relação

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Erisvaldo Almeida segura a filha Helena, de apenas 10 meses, pouco antes da tragédia em Fortaleza. (Foto: Instagram)

Erisvaldo Almeida, pai da bebê Helena, descreveu em detalhes os bastidores do fim de seu relacionamento com Isabele, mãe da menina, ocorrido pouco antes da tragédia que vitimou a criança de apenas 10 meses em Fortaleza (CE). Segundo ele, os compromissos profissionais intensos, aliadas a conflitos constantes na rotina diária, acabaram inviabilizando a convivência do casal. As alterações no convívio, fruto de ciúmes e discussões frequentes, teriam sido os principais fatores para o rompimento definitivo.

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Erisvaldo atribuiu o término ao desgaste emocional, enfatizando que ele e Isabele trabalhavam longas horas, o que agravava qualquer desentendimento. “Eu saía muito do meu trabalho, ela também trabalhava bastante. Foi tudo se desgastando”, afirmou. De acordo com o pai, as brigas eram oriundas de situações corriqueiras e, apesar da intensidade, ele considera que se tratavam de “coisas banais que acontecem com qualquer casal”. Em certo momento, a mãe de Helena decidiu voltar para a casa da própria mãe e o relacionamento não se restabeleceu.

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As declarações de Erisvaldo Almeida ocorrem em meio às diligências da Polícia Civil do Ceará, que investiga a morte da bebê como suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte. Até agora, dois homens permanecem presos preventivamente, enquanto peritos buscam clarear a dinâmica dos fatos. O pai tem acompanhado de perto as apurações e contestou algumas versões apresentadas pela ex-companheira, reforçando o pedido para que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas pelas autoridades responsáveis.

A expectativa gira em torno dos laudos periciais da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), essenciais para concluir o inquérito e apontar possíveis culpados pela morte de Helena. Os exames de corpo de delito e os depoimentos colhidos são considerados cruciais para reconstruir o que ocorreu nos últimos momentos de vida da criança. Conforme o andamento das investigações, a delegacia responsável promete detalhar cada etapa do processo até a conclusão final do caso.

Familiares da menina seguem prestando esclarecimentos e colaborando ativamente com as autoridades policiais. Erisvaldo ressalta a importância de total transparência nos procedimentos, com o objetivo de alcançar justiça e impedir que casos semelhantes voltem a ocorrer. Até o momento, nenhuma nova prisão foi decretada além dos dois suspeitos já recolhidos, mas as autoridades mantêm a investigação em curso para não descartar outras linhas de apuração.

Membros da equipe de investigação afirmam que a coleta de provas periciais complementa a análise de depoimentos e pode revelar novos elementos cruciais, como o percurso do agressor e circunstâncias do crime. Ainda não há previsão de conclusão dos laudos, mas a comunidade de Fortaleza acompanha com apreensão cada novidade, uma vez que o caso mobilizou atenção nacional desde o primeiro momento.