
Polícia investiga desaparecimento de cozinheira em Ubatuba (Foto: Instagram)
As investigações da Polícia Civil de São Paulo concentram-se no caso da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, vista pela última vez em 30 de junho no bairro Ubatumirim, em Ubatuba (SP). Familiares registraram boletim de ocorrência após não obterem notícias da vítima, que trabalhava em um restaurante local e não foi mais localizada desde então.
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O desaparecimento, inicialmente classificado como sumiço, passou a ser apurado como possível homicídio. A principal suspeita é a proprietária do restaurante onde Berenice atuava como cozinheira. Na última semana, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião deflagrou a operação “Último Rastro” e cumpriu mandado de prisão temporária contra a empresária.
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Segundo o boletim de ocorrência registrado pela família, o último contato de Berenice com o filho, José Carlos, ocorreu em 29 de junho. No dia seguinte, ela deixou o restaurante após aceitar uma carona oferecida pela patroa. A empresária informou aos investigadores que deixou Berenice em um trevo da rodovia, em Ubatumirim, e, desde então, não teve mais qualquer notícia da funcionária.
Durante a operação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência e no restaurante da suspeita. Foram apreendidos dois veículos, três armas de fogo registradas, diversos celulares e outros objetos que passarão por perícia. A Polícia Civil avalia cada item na busca de indícios que possam explicar o que aconteceu após o último contato.
Um dos veículos apreendidos pertence à proprietária do restaurante e pode ter relação direta com o caso. O boletim da operação destaca que a caminhonete apresentou um dano recente, possivelmente resultado de disparo de arma de fogo. A Polícia aguarda laudos periciais para confirmar essa hipótese.
O filho de Berenice relatou que funcionários do estabelecimento mencionaram desentendimentos anteriores entre a cozinheira e a patroa, incluindo discussões e até agressões físicas. Apesar disso, Berenice nunca comentou publicamente conflitos graves e expressava o desejo de deixar Ubatuba para retornar à casa que mantinha em Igaratá.
Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão temporária da dona do restaurante, considerando que não foram apresentados elementos novos capazes de afastar os indícios que motivaram a detenção. As buscas pela cozinheira continuam e a Polícia Civil segue reunindo provas para elucidar o desenlace do caso.
