
Luiza Brunet participa de evento sobre empoderamento feminino (Foto: Instagram)
Luiza Brunet, hoje com 64 anos e reconhecida como atriz, modelo e empresária, revelou ter enfrentado episódios de violência física e abuso sexual ainda na sua juventude.
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Em entrevista ao programa “Calma, Que Eu Explico”, apresentado por Cíntia Chagas, Brunet relatou ter nascido no interior do Mato Grosso do Sul e crescido em Itaporã (MS) sob a convivência com um pai desempregado, alcoólatra e com transtornos mentais não diagnosticados, o que intensificou conflitos em seu lar.
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Quando tinha 11 anos, após o divórcio dos pais, ela mudou-se com a mãe e os irmãos para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar em uma casa de família. Foi nesse local que sofreu seu primeiro abuso sexual, cometido por um adulto da residência, episódio que marcou profundamente sua relação com o próprio corpo.
Brunet destacou que, desde a infância, testemunhar discussões violentas e ser alvo de agressões físicas criou uma sensação de insegurança constante. Ela afirmou que esse histórico de violência, assistida e sofrida, afetou seu desenvolvimento emocional e a obrigou a lidar prematuramente com situações de dor e medo.
Ao mesmo tempo, a ex-modelo ressaltou a importância de transformar essas experiências traumáticas em força para buscar independência. Ainda na adolescência, encontrou no trabalho, na arte e nos estudos de moda um caminho de superação e construção de autoestima, ingredientes fundamentais para forjar sua trajetória de sucesso.
Nascida em 24 de maio de 1962 em Itaporã (MS), Luiza ganhou destaque ao vencer concursos de beleza e se tornar rosto exclusivo da marca de calças Dijon. Nas décadas de 1980 e 1990, estrelou campanhas publicitárias e capas de revistas que a consagraram como um dos maiores ícones da moda nacional. É mãe da modelo Yasmin Brunet e de Antônio Fernandez.
Além de atuar em novelas e comandar negócios, Brunet converteu sua história em ativismo. Em 2016, denunciou o então companheiro, o empresário Lírio Parisotto, por agressão durante uma viagem aos Estados Unidos. O caso teve ampla repercussão e impulsionou sua participação em palestras, projetos sociais e ações de conscientização sobre os direitos das mulheres.
