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Estudo indica que reduzir 80 minutos de sono pode levar ao ganho de peso


Dormir menos: alerta para peso e sedentarismo (Foto: Instagram)

Uma pesquisa recente, publicada no periódico Annals of Internal Medicine, revelou que reduzir 80 minutos de sono por noite, durante seis semanas, tem efeitos diretos sobre o peso corporal e o tempo dedicado ao sedentarismo em adultos. O estudo recrutou 95 voluntários com idade superior a 20 anos, todos com rotina média de pelo menos sete horas de descanso noturno. Ao longo de seis semanas, os participantes foram monitorados por pulseiras inteligentes, permitindo aos pesquisadores avaliar com precisão as alterações no padrão de sono e no comportamento físico decorrentes dessa restrição deliberada.

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Os resultados indicaram que a diminuição de 80 minutos no sono noturno levou a um ganho médio de 0,5 kg no peso corporal, além de elevar em 17 minutos diários o tempo de inatividade física. O estudo também destacou que mulheres na pós-menopausa experimentaram um aumento ainda maior, chegando a 30 minutos extras por dia em comportamento sedentário. Adicionalmente, as análises bioquímicas revelaram elevação nos níveis de resistência à insulina entre mulheres com fatores de risco cardiometabólico, reforçando a correlação entre menos horas de sono e comprometimento do metabolismo da glicose. Esse padrão foi observado ao longo das seis semanas de estudo, sublinhando como alterações pequenas na rotina de sono podem ter impacto imediato no cotidiano.

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Durante todo o experimento, os voluntários passaram por duas fases distintas: um período controlado em que mantinham as sete horas de sono recomendadas e outro em que foram instruídos a reduzir 80 minutos de descanso noturno. As pulseiras inteligentes registraram constantemente o ciclo sono–vigília e as atividades físicas realizadas ao longo do dia. Com base nesses dados, os pesquisadores constataram que a restrição do sono desencadeou um padrão de comportamento sedentário mais acentuado e interferiu na composição corporal, ainda que a diferença de peso seja considerada moderada. Amostras masculinas e femininas foram analisadas separadamente, evidenciando maior resposta adversa entre as mulheres.

Os responsáveis pelo estudo enfatizam que a supressão dessas 80 minutos de sono pode parecer insignificante, como permanecer mais tempo usando o celular antes de dormir ou assistir a episódios extras de séries, mas tem consequências relevantes. O prolongamento do tempo em atividades sedentárias está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade e distúrbios metabólicos. Especificamente em mulheres com predisposição cardiometabólica, a elevação da resistência à insulina após a restrição do sono reforça a necessidade de atenção especial ao descanso noturno. Esses fatores combinados podem acelerar o surgimento de condições como diabetes tipo 2 e hipertensão.

Com esses achados, a equipe ressalta a urgência de promover práticas de higiene do sono e políticas de saúde pública voltadas à educação sobre descanso adequado. Garantir horas suficientes de sono não só auxilia na manutenção do peso saudável como também atua como prevenção contra doenças como diabetes e problemas cardiovasculares. Para os autores, investir em programas que incentivem ambientes propícios ao sono, sem distrações eletrônicas e com horários regulares, pode representar estratégia eficaz para reduzir a incidência de obesidade e disfunções metabólicas na população adulta. Além disso, orientações clínicas individuais devem incluir avaliações de hábitos de sono para intervenções precoces.

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