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Árbitro holandês barrado na Copa do Mundo é encontrado morto aos 38 anos


Rob Dieperink atuando como VAR em jogo amistoso (Foto: Instagram)

O árbitro holandês Rob Dieperink foi encontrado morto nesta segunda-feira (13), aos 38 anos. Ele havia sido retirado da equipe de arbitragem da Copa do Mundo de 2026 após ser investigado por suspeita de abuso sexual contra um menor, caso que foi arquivado por falta de provas. A notícia deixou o mundo do futebol em choque, pois Dieperink ainda aguardava definição sobre possíveis convocações futuras em torneios internacionais.

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A Federação Holandesa de Futebol (KNVB) confirmou o falecimento, mas não divulgou a causa da morte. Segundo informou a polícia local, peritos estiveram na residência do árbitro para realizar os procedimentos de praxe, sem apontar indícios de envolvimento de terceiros no episódio. As autoridades mantêm sigilo sobre eventuais laudos que possam chegar a apontar um motivo oficial.

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Na véspera do falecimento, domingo (12), Dieperink atuou normalmente como árbitro de vídeo (VAR) no amistoso entre Go Ahead Eagles e Apollon FC. Colegas e dirigentes não perceberam qualquer alteração no comportamento do profissional durante o jogo, que terminou sem grandes polêmicas.

Em nota oficial, a KNVB expressou profundo pesar pela perda: “Estamos chocados e entristecidos com a morte de Rob Dieperink. Perdemos um árbitro muito respeitado e um colega dedicado. Nossos pensamentos estão com sua família, amigos e todos que lhe eram próximos. Desejamos muita força neste momento de grande dor.” A entidade destacou ainda o legado de integridade e profissionalismo deixado pelo juiz.

Dieperink foi inicialmente escalado pela Fifa para atuar como VAR na Copa do Mundo de 2026, mas teve sua nomeação suspensa após ser detido em Londres, em abril deste ano. Na ocasião, ele foi investigado sob a acusação de abuso sexual contra um adolescente de 17 anos. A apuração britânica foi arquivada posteriormente por falta de provas, e o árbitro foi liberado, mas a Fifa manteve a decisão de excluí-lo do torneio.

Após o encerramento do inquérito, Dieperink concedeu entrevista ao jornal holandês De Telegraaf, afirmando ter sido acusado injustamente. “Cooperei integralmente com a polícia e comuniquei a Fifa, a Uefa e a Associação Neerlandesa de Futebol desde o primeiro momento. Sou grato pelo apoio da KNVB, mas vivo com a decepção de ter perdido a chance de participar da Copa do Mundo”, declarou o árbitro.

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