
Técnica de enfermagem é detida após tentar levar recém-nascida escondida em bolsa na Maternidade Dona Evangelina Rosa (Foto: Instagram)
Uma técnica de enfermagem foi detida em Teresina (PI) depois de tentar retirar uma recém-nascida da Maternidade Dona Evangelina Rosa escondida dentro de uma bolsa, de acordo com investigação da Polícia Civil. Câmeras de segurança, exibidas pelo Fantástico, registraram o instante em que a funcionária, identificada como Auricélia Rocha, deixou a unidade com o acessório onde a bebê estava acondicionada, sob o pretexto de realizar exames, mas foi impedida pela tia da criança antes de sair do hospital.
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Auricélia trabalhava na maternidade há pouco mais de dois anos, porém no dia do incidente estava de folga. Segundo relato da família, ela informou à mãe que precisava levar a filha para fazer procedimentos de rotina, incluindo o teste do pezinho. A tia da recém-nascida, Daniela Beatriz, desconfiou e permaneceu do lado de fora da sala para acompanhar o suposto exame.
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Poucos instantes depois, as filmagens mostram Auricélia saindo do local sem a bebê nos braços e carregando uma bolsa preta de grande porte. Daniela seguiu a funcionária até um banheiro, onde percebeu que algo não estava certo. “Eu sinto que aquele negócio não está certo”, contou ela em depoimento, ao afirmar que decidiu investigar por instinto materno e familiar.
Dentro do banheiro, a técnica saiu vestida com outra roupa. Foi então que Daniela abordou Auricélia, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha no compartimento interno. “Quando eu puxo, a neném está lá. Eu questiono: ‘Mulher, pelo amor de Deus, o que tu está fazendo com essa menina nessa bolsa?’. Eu já tiro a neném e saio pedindo socorro”, relatou a tia, visivelmente emocionada.
A recém-nascida foi rapidamente devolvida à família, mas o episódio deixou marcas profundas na mãe, uma adolescente de 14 anos que havia viajado de Castelo do Piauí até a capital para dar à luz. Após o ocorrido, a jovem afirmou ter vivido momentos de grande angústia e disse que jamais esquecerá o que aconteceu.
A Polícia Civil classificou o episódio como tentativa de sequestro. Como o crime não foi comunicado imediatamente às autoridades, Auricélia não foi presa em flagrante, mas teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Durante buscas em sua residência, os investigadores encontraram um quarto preparado para receber um bebê, com berço, roupas, fraldas e banheira.
Segundo a apuração, parentes da técnica acreditavam que ela estava grávida, mesmo sem qualquer exame para comprovar gestação. Após a repercussão do caso, Auricélia foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica antes de ter a prisão cumprida após receber alta. No depoimento, a suspeita permaneceu em silêncio.
A defesa afirmou que Auricélia apresenta sintomas de esquizofrenia, faz uso contínuo de medicação psiquiátrica e tem dificuldade para compreender a gravidade dos atos. A Polícia Civil, entretanto, informou que a investigação não trabalha atualmente com a hipótese de insanidade mental que afaste sua responsabilidade. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros e o inquérito segue em andamento.
