Site icon Jetss BR

Defesa de tio-avô suspeito de matar criança de 6 anos faz pedido surpreendente de soltura


Emanuel Vicente, tio-avô de 46 anos, aguarda perícia de insanidade após ser preso em Maceió. (Foto: Instagram)

A defesa de Emanuel Vicente, de 46 anos, tio-avô acusado de assassinar o sobrinho-neto Peterson Ykaro, de 6 anos, em Maceió (AL), protocolou um pedido surpreendente na Justiça: ele quer ser submetido a uma perícia de insanidade mental. Detido na última terça-feira (7), após câmeras de segurança registrarem o momento em que conduzia o garoto até um terreno baldio, Emanuel permanece encarcerado enquanto aguarda a avaliação técnica. O objetivo da defesa é apontar possível transtorno mental que, segundo eles, influenciou a ação.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O caso ganhou repercussão nacional após o corpo de Peterson ser encontrado sem vida, no fim de semana anterior, na Cidade Universitária, área afastada de Maceió. Imagens mostram o menino de mãos dadas com o tio-avô, seguindo até o terreno, onde o corpo foi localizado coberto por mato. Familiares e vizinhos ficaram chocados com a brutalidade do crime, e a polícia segue investigando cada detalhe para esclarecer a motivação do assassinato.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Especialistas em direito penal ouvidos destacam que o pedido de exame de insanidade não garante a impunidade do suspeito. A perícia deve obedecer a critérios rigorosos e pode confirmar ou refutar a tese da defesa. Enquanto a análise técnica não é concluída, Emanuel Vicente continuará preso e à disposição da Justiça. A decisão final ficará a cargo do juiz responsável, com base nos laudos apresentados pelos peritos.

A família de Peterson, representada por Érika Gomes, mãe da criança, critica duramente o movimento da defesa. Segundo reportagem do portal Único Polêmico, os parentes veem a solicitação como uma manobra para adiar o processo e, possivelmente, abrandar a pena. Eles afirmam que a angústia permanece viva e que exigem um julgamento célere e rigoroso, sem prejuízo à responsabilização do acusado.

Reconstituições preliminares apontam que Peterson passou o fim de semana com o pai, o militar da reserva Edílson Cupertino Cardoso, antes de ser deixado na segunda-feira (6) na casa dos tios-avós maternos, já que a mãe, Érika, ainda não havia chegado do trabalho. Ao retornar, ela não encontrou o filho nem os cuidadores no imóvel, iniciando buscas imediatas. Foi um parente quem localizou o corpo do menino no terreno baldio, desencadeando a investigação policial.

O inquérito segue em andamento na Delegacia de Homicídios de Maceió, que aguarda os laudos da perícia psiquiátrica e médica. A partir da análise, o Ministério Público definirá se aceita a inclusão da insanidade mental como parte da tese de defesa. Enquanto isso, o destino de Emanuel Vicente permanece incerto, e a comunidade local demonstra receio diante da possível soltura ou de eventual mudança na estratégia de defesa.

Exit mobile version