
Romário em seu escritório, cercado por troféus e a camisa 11 ao fundo. (Foto: Instagram)
A ex-esposa do senador Romário, Mônica Santoro, ingressou com pedido na Justiça para que um apartamento resultante da partilha do divórcio seja registrado diretamente em seu nome. Segundo ela, essa iniciativa visa proteger o imóvel de possíveis penhoras relacionadas às dívidas milionárias do ex-jogador. O processo, em tramitação sob segredo de Justiça, ocorre em meio a discussões sobre a penhora de bens do senador em razão de débito bilionário.
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No documento apresentado à 5ª Vara de Família do Rio de Janeiro, Mônica destaca que o único imóvel atribuído integralmente a ela na divisão de bens corre risco se a transferência inicial for feita para ambos ex-cônjuges. Separados judicialmente desde março de 1995, após sete anos de casamento, ela argumenta que o procedimento anterior exigia, primeiro, a inclusão de Romário na matrícula, o que exporia o apartamento a eventuais bloqueios.
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Localizado na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o apartamento está no centro da disputa. Inicialmente, a Justiça havia determinado que o registro da partilha fosse efetivado em nome conjunto, mas Mônica Santoro requer agora que o imóvel seja passado diretamente para ela, sem tramitar pelo patrimônio comum do ex-senador, evitando assim medidas constritivas.
Além do apartamento, a ex-esposa solicita também a documentação para efetivar, em nome exclusivo, o condomínio de um terreno no loteamento Maramar, no Recreio dos Bandeirantes. Conforme a partilha homologada, o terreno permaneceria em condomínio entre as partes, mas Mônica busca que o registro seja feito somente em seu nome, garantindo a autonomia sobre a propriedade.
O requerimento de Mônica Santoro ocorre enquanto Romário enfrenta uma cobrança judicial de R$ 32,4 milhões movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. Na ação, já foram penhorados valores que o senador teria a receber da CazéTV pela cobertura da Copa do Mundo, além de um imóvel, uma lancha e um veículo Porsche. A Justiça também bloqueou via Renajud dois carros — um Audi e um Peugeot — vinculados ao ex-atleta.
A disputa financeira teve origem no Café Onze Bar, empreendimento do qual Romário era sócio. A Koncretize teria assumido a gestão do estacionamento por meio de elevadores, mas, com o encerramento das atividades em 2011, surgiu conflito sobre a retirada dos equipamentos. Para pôr fim ao impasse, Romário assinou termo de confissão de dívida de aproximadamente R$ 1,5 milhão. No entanto, sem quitação, juros e correções elevaram o montante para R$ 32,4 milhões.
