
Mulher sorrindo em festa registrada dias antes do crime investigado em Belo Horizonte (Foto: Instagram)
O laudo de sanidade mental realizado no homem de 27 anos, preso por decapitar a mãe em Belo Horizonte, concluiu que ele apresenta um quadro psicótico. De acordo com o documento da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), obtido pela Itatiaia, a condição psiquiátrica comprometeu totalmente sua capacidade de compreender o caráter ilícito do ato e de agir conforme esse entendimento no momento do crime. O suspeito confessou o assassinato de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, e permanece detido preventivamente.
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O laudo pericial não identificou dependência de álcool ou outras drogas, mas diagnosticou o investigado com transtorno psicótico, classificado pelo Código Internacional de Doenças como F29. Os peritos consideraram que a doença mental “tolheu inteiramente as capacidades de entendimento e de determinação do periciado em conexão com os fatos”. O documento recomenda tratamento em regime de internação, com supervisão contínua e acompanhamento de um médico psiquiatra.
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Durante a avaliação, parte do depoimento do investigado foi transcrita no laudo. Em um dos trechos, ele disse que pretendia verificar se a mãe “era realmente humana ou máquina”. “Eu queria ver se tinha estrutura óssea dentro dela, poderia ser um robô mal programado”, relatou, conforme registro do exame psiquiátrico.
Embora o relatório identifique a doença mental como fator que prejudicou a compreensão e o controle do suspeito, ele não torna automaticamente o homem inimputável. Caberá ao Judiciário avaliar se o caso se enquadra no artigo 26 do Código Penal, que isenta de pena quem, em razão de doença mental, era incapaz de entender o caráter ilícito da conduta ou de agir de acordo com esse entendimento.
O crime ocorreu em 22 de junho, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo as investigações, o filho utilizou uma faca de cozinha para decapitar a mãe. Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvir uma discussão, e o suspeito foi preso em flagrante dentro da residência, onde confessou o homicídio.
Dois dias depois, em 24 de junho, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva. O processo continua em andamento e o laudo de sanidade mental passará a integrar as provas analisadas pela Vara responsável pelo caso, que decidirá sobre eventual medida de segurança ou tratamento médico a ser adotado.
