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MP recorre à Interpol para investigar histórico de pai que confessou matar o filho de 3 anos


Missionário Dandre Jermaine Grayson com o filho Oliver e a esposa antes do crime (Foto: Instagram)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul acionou a Interpol para apurar possíveis antecedentes criminais do missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, preso em Viamão após confessar ter espancado até a morte o próprio filho, Oliver Golden Grayson, de 3 anos. As autoridades buscam verificar se existem registros de violência ou outras investigações envolvendo o suspeito em outros países. A iniciativa atende a pedido do MPRS para reunir dados que possam esclarecer o contexto do crime.

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Segundo promotores, o objetivo é descobrir se Dandre já era alvo de apurações antes de chegar ao Brasil ou se há ocorrências registradas durante o período em que a família residiu em São Paulo e em Santa Catarina. A subprocuradora para Assuntos Institucionais do MPRS, Alessandra Moura Bastian da Cunha, ressalta que as constantes mudanças de endereço podem ter dificultado a identificação de eventuais denúncias ou ocorrências policiais ligadas às crianças.

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Em depoimento à Polícia Civil, Dandre admitiu que agrediu Oliver por não receber um simples “bom dia” do menino. Ele relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança e chegou a bater a cabeça dela contra o chão. Logo após as agressões, o pai levou o garoto ao hospital de Viamão, onde a equipe médica identificou múltiplas fraturas, acionou a Polícia Militar e efetuou a prisão em flagrante.

Transferido para um hospital em Porto Alegre, Oliver não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira (9). Segundo o laudo médico, as lesões incluíam fraturas em várias costelas e trauma craniano. A confirmação do óbito gerou comoção na região e motivou o aprofundamento do inquérito pela Polícia Civil e pelo Ministério Público estadual.

A mãe da criança também foi detida na quinta-feira (10), sob suspeita de omissão e conivência com as agressões. O casal tinha outros quatro filhos, e o MPRS investiga indícios de que ao menos três irmãos mais velhos tenham sido vítimas de maus-tratos. As autoridades seguem coletando depoimentos de vizinhos, familiares e profissionais de saúde para mapear toda a extensão da violência.

Além de requisitar prontuários médicos dos hospitais por onde a família passou, o Ministério Público apura se algum objeto foi utilizado durante as agressões que resultaram na morte de Oliver. A investigação também busca compreender o padrão de violência e eventuais falhas no acompanhamento social e educacional dos menores. A Polícia Civil mantém o inquérito em sigilo, enquanto a Interpol continua fornecendo informações sobre o histórico de Dandre no exterior.

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