
Microcâmera disfarçada em tomada leva empresário de Içara à prisão preventiva (Foto: Instagram)
Em Içara, no Sul de Santa Catarina, um empresário teve a prisão preventiva decretada após investigações iniciadas em março, quando uma funcionária encontrou uma microcâmera embutida na tomada do banheiro reservado aos colaboradores de sua empresa. O equipamento de gravação, que possuía chip de armazenamento, motivou a Polícia Militar a aprofundar as apurações para descobrir quem o instalou e com que objetivo.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A prisão do suspeito foi realizada na noite de quinta-feira (09) no bairro Cristo Rei, graças a um trabalho de inteligência do 29º Batalhão da Polícia Militar. Os agentes localizaram o empresário após cruzarem informações sobre seus deslocamentos e monitorarem possíveis locais de ocorrência de ilícitos semelhantes.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Após ser comunicado da decisão judicial e de seus direitos, o empresário foi conduzido ao Presídio Regional Santa Augusta, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento. A medida cautelar visa evitar interferência nas investigações e garantir a segurança de possíveis testemunhas envolvidas no processo.
A funcionária responsável pela descoberta atuava no setor de vendas e havia sido contratada recentemente. Durante o expediente, ao utilizar o banheiro da empresa, ela notou um pequeno reflexo luminoso na tomada. Ao inspecionar o dispositivo, identificou a presença de uma câmera em miniatura, cuidadosamente disfarçada na estrutura elétrica.
Com o acionamento imediato da Polícia Militar, a microcâmera foi apreendida para perícia técnica. Além dela, os agentes recolheram três aparelhos celulares, um computador de mesa e um notebook que estavam na sala de administração da empresa. Esses itens deverão passar por análise detalhada para verificar possíveis transações de arquivos, registros de acesso e comunicações enviadas a terceiros.
Na fase inicial das investigações, o caso foi registrado como termo circunstanciado pelos crimes de registro não autorizado de intimidade e perturbação do trabalho. Na ocasião, o empresário e a funcionária foram liberados após a lavratura dos autos. No entanto, com o aprofundamento das provas e a identificação de provas consistentes sobre a autoria e a gravidade do ato, o Ministério Público e a Justiça entenderam ser necessária a prisão preventiva para resguardar a ordem pública e o bom andamento do processo.








