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Suspeito Kauã Bryan mata mulher trans com 25 facadas e tenta atear fogo no corpo


Prisão preventiva decretada para suspeito de matar mulher trans com 25 facadas em Contagem (Foto: Instagram)

A Justiça de Minas Gerais determinou a conversão da prisão em flagrante de Kauã Bryan de Oliveira da Rocha, 21 anos, em preventiva pelo homicídio de uma mulher trans com ao menos 25 facadas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada em audiência de custódia realizada na última segunda-feira (6), três dias após o crime ocorrido no bairro Carajás, no sábado (4), na casa da vítima, identificada como Giselly Mattarazzo, de 45 anos.

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Conforme a Polícia Militar, vizinhos acionaram a corporação ao ouvir barulho suspeito na residência. No imóvel, os agentes encontraram Wal — apelido de Giselly — estendida na cama, com 25 perfurações de faca e sinais de queimaduras nos cabelos. A equipe de perícia apreendeu a arma branca utilizada no ataque e dois isqueiros. Segundo o inquérito, o autor tentou incendiar o corpo logo após desferir os golpes.

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Kauã Bryan foi localizado pouco depois, amarrado a uma placa de trânsito e com sinais de agressão, após moradores revoltados o dominarem. Ele recebeu atendimento médico e foi preso em flagrante. Durante a abordagem, a PM encontrou em sua posse um celular e um cartão bancário que pertenciam à vítima.

Em depoimento, o suspeito afirmou ter conhecido Wal em uma adega da região, onde ambos consumiram bebidas alcoólicas e cocaína. Segundo ele, a mulher o convidou para continuar a noite em sua casa. Kauã alegou que, durante o encontro, Wal tentou desabotoar sua calça para praticar atos sexuais sem seu consentimento, o que o teria levado a reagir violentamente com a faca.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o homem permaneceu no local por várias horas após o homicídio. Ao perceber a gravidade da situação, tentou atear fogo no corpo com os isqueiros apreendidos. Em seguida, deixou a residência, abandonando vestígios que foram submetidos à perícia.

Ao decretar a prisão preventiva, o juiz Elexander Camargos Diniz ressaltou a extrema violência empregada no crime e o comportamento do suspeito ao tentar destruir evidências com o incêndio e ao subtrair pertences da vítima. A decisão menciona ainda que Kauã seguiu para uma distribuidora de bebidas, onde continuou a consumir álcool após o homicídio. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura todas as circunstâncias do ocorrido.

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