
Isabella Nardoni, vítima do crime de 2008, em imagem que ganha nova repercussão com as alegações (Foto: Instagram)
Uma funcionária do sistema prisional prestou depoimento ao Ministério Público com alegações de que Anna Carolina Jatobá teria citado o avô paterno de Isabella Nardoni, Antônio Nardoni, como participante na tentativa de encobrir o crime que vitimou a menina em 2008. Segundo a servidora, essas informações teriam surgido em conversas informais nos primeiros dias de prisão de Anna, reacendendo o debate sobre a investigação do caso.
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De acordo com o relato, Anna Carolina teria admitido ter agredido a filha de forma não intencional, enquanto Alexandre Nardoni seria o responsável por lançar a menina da janela do sexto andar do apartamento da família. A servidora afirmou ainda que, após a confissão, o sogro teria orientado o casal a simular um acidente para evitar prisão. Essas declarações foram encaminhadas ao MP paulista, que investiga a veracidade das novas acusações.
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O assassinato de Isabella Nardoni ocorreu em 29 de março de 2008, na Zona Norte de São Paulo. Conforme a denúncia do Ministério Público, a criança de 5 anos foi asfixiada dentro do apartamento e, em seguida, arremessada da janela do sexto andar. No julgamento de 2010, Anna Carolina Jatobá foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, enquanto Alexandre Nardoni recebeu mais de 30 anos de reclusão, ambos reconhecidos como culpados pela morte da menina.
No depoimento, a servidora afirmou que Anna Carolina demonstrava medo de falar com outras detentas nos primeiros dias na penitenciária e, ainda assim, confidenciou que o sogro a teria instruído a fingir um acidente. Segundo o relato, a madrasta descreveu que, após agredir Isabella, acreditou que a criança estivesse morta e, então, teria telefonado para Antônio Nardoni, que teria orientado a simulação do acidente.
O testemunho também menciona uma conversa gravada em sigilo telefônico entre Anna Carolina e Antônio Nardoni às 23h51 de 29 de março de 2008, com duração de 32 segundos. O promotor Francisco Cembranelli afirmou que a ligação já constava entre as provas originais, mas que agora será necessário confrontar esses novos elementos antes de qualquer desdobramento na investigação.
A servidora sugere que Anna Carolina mantinha silêncio sobre o nome do avô em ocasiões públicas devido ao apoio frequente que ele prestaria à condenada na prisão. Segundo o depoimento, Antônio Nardoni enviaria alimentos diferenciados, objetos pessoais e até um colchão especial para amenizar problemas de coluna de Anna, o que teria criado dependência e motivado a omissão de detalhes sobre seu envolvimento no caso.
