Uma movimentação nos bastidores da Justiça de São Paulo poderá levar Anna Carolina Jatobá de volta à prisão. Um pedido protocolado no Tribunal de Justiça busca anular a progressão para o regime aberto concedida à condenada pela morte de Isabella Nardoni e pode mudar novamente sua situação judicial. A ação foi apresentada na 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté pelo ativista Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, após uma denúncia encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
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Segundo a petição, a progressão de regime teria sido concedida em meio a supostas irregularidades durante o período em que Anna Carolina Jatobá esteve presa na Penitenciária Feminina de Tremembé. Por esse motivo, o documento pede que o benefício seja suspenso até a conclusão das investigações.
Entre os documentos anexados ao processo está o relato de uma agente penitenciária que afirma que Anna Jatobá teria recebido benefícios dentro da unidade prisional, como um colchão ortopédico e uma função de chefia, o que teria possibilitado a redução de sua pena por meio do trabalho. A ação também solicita a quebra de sigilo bancário de pessoas citadas na denúncia, além da realização de novos depoimentos e da adoção de medidas de proteção às testemunhas.
Até o momento, a Justiça ainda não analisou o pedido, e não há qualquer decisão determinando o retorno de Anna Carolina Jatobá ao regime fechado. A defesa da condenada também não se manifestou publicamente sobre as novas alegações. Caso a liminar seja acolhida, a progressão para o regime aberto poderá ser suspensa até a conclusão das apurações. Enquanto isso, Anna Carolina Jatobá permanece em liberdade, cumprindo o restante da pena no regime aberto.
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O caso Isabella Nardoni chocou o Brasil em março de 2008. Na época, a menina de apenas cinco anos morreu após ser arremessada da janela do apartamento onde o pai, Alexandre Nardoni, morava com Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo. Após as investigações, a Justiça concluiu que Alexandre agrediu a filha antes de jogá-la do sexto andar, enquanto Anna participou das agressões e contribuiu para a execução do crime. Em 2010, os dois foram condenados por homicídio triplamente qualificado e, em 2023, passaram a cumprir o restante da pena em regime aberto.

