Radialista é detido após confusão em pronto-atendimento

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O radialista Augusto Silva em estúdio de rádio (Foto: Instagram)

O radialista Tancredo Augusto Calisto Silva, conhecido como Augusto Silva, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele foi detido durante uma ocorrência em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, segundo a Justiça, havia indícios suficientes para manter sua detenção.
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De acordo com a página Ceará Alerta, Augusto Silva, que trabalhou em rádios no Vale do Jaguaribe e atualmente administra canais de notícias online, responde pelos crimes de ameaça, violação de domicílio, resistência e desacato. A defesa afirmou que existia um mandado de prisão civil por débito de pensão alimentícia contra ele. Imagens da ação foram divulgadas em redes sociais, mostrando o momento da detenção pelos policiais militares.
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Na decisão, o juiz Victor Nogueira Pinho relata que os fatos ocorreram na madrugada de 24 de junho, na UPA de Horizonte. Segundo os autos, o radialista acessou áreas restritas sem permissão, proferiu ameaças e ofensas a servidores, intimidou uma auxiliar administrativa ao apontar o dedo e invadiu a sala de triagem e o consultório médico. Ainda segundo o processo, ele desrespeitou orientações, empurrou uma enfermeira e resistiu à abordagem da Polícia Militar, desacatando os agentes.

Os policiais que atenderam a ocorrência afirmaram ter usado força moderada para contê-lo. Ao decretar a prisão preventiva, o magistrado considerou comprovadas a materialidade dos atos e a autoria, ressaltando o caráter agressivo e descontrolado da conduta, que pôs em risco profissionais de saúde e agentes da segurança. O juiz também destacou os antecedentes criminais de Augusto Silva, que ainda cumpre outra pena com remanescente de aproximadamente dois anos e três meses.

Em nota, a defesa esclareceu que Augusto Silva foi à UPA para buscar atendimento urgente para a mãe, que havia se ferido ao cair e sofrera um corte profundo na parte posterior da cabeça. Afirmou ainda que a grande demanda de pacientes provocou demora no atendimento, gerando uma discussão com a atendente que levou à intervenção da Polícia Militar. A defesa declarou confiança na celeridade do Judiciário e negou as acusações graves espalhadas nas redes sociais. O portal Bacci Notícias entrou em contato com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e a Secretaria de Segurança e Defesa Social do Ceará (SSPDS/CE) e aguarda retorno, mantendo o espaço aberto.