
Movimentação judicial pode reverter regime aberto de Anna Carolina Jatobá (Foto: Instagram)
Uma nova movimentação judicial reacendeu o debate em torno de Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte de Isabella Nardoni. O pedido, protocolado na Justiça de São Paulo, visa anular a progressão para o regime aberto que foi concedida à ré em 2023. Segundo a ação, a concessão desse benefício estaria repleta de irregularidades e pode resultar no retorno de Jatobá ao cumprimento da pena em regime fechado.
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A petição foi apresentada na 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté por Agripino Magalhães, ativista e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+. A iniciativa segue denúncia encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que apontou possíveis falhas processuais na decisão de progressão de regime. No documento, Magalhães requer a suspensão cautelar do benefício até a conclusão das apurações sobre as supostas irregularidades.
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De acordo com os autos, Anna Carolina Jatobá teria recebido tratamento diferenciado enquanto esteve na Penitenciária Feminina de Tremembé. Entre os benefícios mencionados está o uso de um colchão ortopédico e o exercício de uma função de chefia dentro da unidade, possibilitando a diminuição da pena por meio do trabalho. A petição sustenta que estes privilégios não foram devidamente considerados pelas instâncias que autorizaram a progressão.
O pedido também inclui a quebra de sigilo bancário de pessoas citadas nos documentos, a oitiva de novas testemunhas e a adoção de medidas protetivas aos depoentes. Os autores do processo afirmam que tais diligências são indispensáveis para garantir a lisura do procedimento e evitar a manutenção de eventuais favorecimentos ilícitos. Enquanto as investigações não se encerram, requerem a suspensão do regime aberto.
Até o momento, não há decisão judicial sobre a liminar que pede o retorno de Jatobá ao regime fechado. A juíza responsável deve avaliar as alegações e provas anexadas à petição antes de se manifestar. A defesa da ré ainda não emitiu qualquer posição pública sobre os novos argumentos apresentados. Se o pedido for deferido, Anna Carolina Jatobá deverá retomar o cumprimento da pena em estabelecimento prisional.
O caso Isabella Nardoni ganhou repercussão nacional em março de 2008, quando a menina de cinco anos foi arremessada do sexto andar do apartamento onde viviam seu pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. As investigações concluíram que Alexandre agrediu a filha antes de jogá-la pela janela, enquanto Jatobá teria participado das agressões e contribuído para ocultar o crime. Em 2010, ambos receberam sentenças por homicídio triplamente qualificado e, em 2023, passaram ao regime aberto.
