
Leandro Tavares Nunes, o ‘Moleque Conquista’, morto em confronto com o 8º BPM em Nova Andradina (Foto: Instagram)
Leandro Tavares Nunes, de 34 anos e conhecido como ‘Moleque Conquista’, foi morto em um confronto com policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar na tarde da última quarta-feira (08), em Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul. O embate ocorreu no bairro Argemiro Ortega, região considerada de risco pela corporação. Conforme informou a PM, ele tentou escapar ao perceber a presença dos agentes e sacou um revólver, reagindo à abordagem. O suspeito tinha antecedentes criminais por tráfico, furto e violência doméstica.
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O episódio se deu em meio a uma onda de violência na cidade, marcada por disputas entre facções criminosas. Em quatro dias, duas pessoas foram assassinadas antes do tiroteio que resultou na morte de Leandro. Nova Andradina fica a cerca de 298 quilômetros de Campo Grande, capital do Estado, e autoridades têm reforçado operações integradas com a Polícia Civil para desarticular organizações envolvidas e recuperar a sensação de segurança da população.
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Equipes do 8º BPM realizavam diligências quando avistaram o suspeito no bairro Argemiro Ortega. Ao notar a aproximação dos agentes, Nunes empreendeu fuga, pulando muros de residências vizinhas. Segundo relatos de testemunhas, a perseguição se estendeu por várias ruas do bairro, provocando tensão entre moradores. Durante a ação, ele sacou um revólver calibre .38 e apontou a arma contra os policiais, que revidaram prontamente.
Ferido pelos disparos, Nunes caiu ainda no local e não resistiu aos ferimentos. Moradores próximos relatam ter ouvido diversos estampidos, causando pânico na região. A Polícia Civil e a perícia técnica foram acionadas para iniciar os levantamentos periciais, que devem esclarecer o número de disparos, o calibre utilizado e a trajetória dos projéteis. O caso segue sob investigação para confirmar todas as circunstâncias do confronto.
Leandro acumulava um histórico extenso de ocorrências policiais. Consta em seu prontuário lesão corporal dolosa, ameaça, perseguição e injúria no contexto de violência doméstica, além de antecedentes por tráfico de drogas e furto. Em 2014, ele foi detido em Batayporã após a PM encontrar em uma quitinete porções de maconha, dinheiro e materiais para embalar entorpecentes, indicando o funcionamento de um ponto de venda. Há ainda registros de furtos e ações delituosas em residências e estabelecimentos comerciais da região.
Em 2022, Nunes voltou a ser preso em Nova Andradina, desta vez em cumprimento a um mandado de prisão. Na ocasião, as autoridades informaram que ele estava sob investigação por envolvimento em diversos crimes e era apontado como integrante de uma facção criminosa. Durante a operação, o celular do suspeito foi apreendido após indícios de uso para tratar de assuntos relacionados ao crime organizado. Investigadores também apuravam se ele participava de disputas por pontos de venda de drogas e do transporte de entorpecentes para cidades vizinhas.








