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Mãe de menino morto pelo pai por não dar ‘bom dia’ tem prisão preventiva decretada


Oliver Golden Grayson, de 3 anos, em foto antes da tragédia familiar (Foto: Instagram)

A mãe de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, foi presa preventivamente pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul após investigações apontarem omissão na proteção da criança. Mayanna Angelina Rodgers é suspeita de não ter impedido as agressões que resultaram na morte do menino, praticadas pelo pai, Dandre Jermaine Grayson. O caso ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e levantou questionamentos sobre possíveis falhas no sistema de proteção à criança.

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Na quinta-feira (09), a autoridade policial decretou a prisão de Mayanna com base no indiciamento por omissão de socorro. Oliver teve a morte cerebral confirmada após ser internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre em razão dos ferimentos sofridos em casa. Segundo o laudo, o garoto não resistiu aos golpes desferidos pelo pai depois de um desentendimento sobre o cumprimento de “bom dia”.

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No mesmo dia em que foi proibida de deixar o estado, Mayanna autorizou a doação dos órgãos de Oliver, possibilitando que outros pacientes se beneficiem do gesto. Em nota, a defesa sustenta que ela também era vítima de violência doméstica, vivendo em situação de extrema vulnerabilidade física, emocional e espiritual, o que teria prejudicado sua capacidade de agir para proteger o filho.

O pai, Dandre Jermaine Grayson, missionário de nacionalidade norte-americana, está sob prisão preventiva desde domingo (05), após admitir à polícia que desferiu socos no menino e bateu sua cabeça contra o chão. Conforme o depoimento, a agressão foi motivada por Oliver não ter retribuído o “bom dia” a que o pai se referiu.

A família vivia há cerca de nove anos no Brasil e havia se mudado para o distrito de Águas Claras, em Viamão, há aproximadamente seis meses. Logo após a confirmação do falecimento de Oliver, os outros quatro filhos do casal, com idades entre 1 e 9 anos, foram retirados do convívio familiar e encaminhados ao acolhimento institucional pelo Conselho Tutelar.

A Polícia Civil também investiga supostos episódios anteriores de violência envolvendo os irmãos mais velhos, com registros a serem verificados em outros estados brasileiros. A defesa de Mayanna permanece à disposição da Justiça, assegurando que ela é vítima de violência doméstica e confia no devido processo legal, sem fornecer novos detalhes para preservar a memória de Oliver e o sigilo das apurações.

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