Luísa Sonza volta a criticar ironia sobre caso de racismo com Isabel Macedo de Jesus

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Luísa Sonza rebate deboche e defende seriedade no debate sobre racismo (Foto: Instagram)

Luísa Sonza voltou a se manifestar sobre o episódio de racismo envolvendo a advogada Isabel Macedo de Jesus após responder a um comentário de um seguidor nas redes sociais. A cantora ressaltou que o assunto não pode ser tratado de maneira leviana ou como motivo de humor, rebatendo quem tenta minimizar a gravidade do tema.
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Em sua rede social, um internauta publicou “não vou pegar água para você”, em alusão direta ao processo movido por Isabel contra a artista. O comentário, feito em tom de deboche, motivou o retorno de Sonza ao debate público, reacendendo a discussão sobre responsabilidade e respeito em torno de casos de racismo.
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A cantora retrucou: “Não entendo quando alguém que supostamente se importa com algo tão sério brinca com uma situação, que mesmo sem intenção, há quase dez anos atrás, gerou a dor de alguém. Seu comentário banaliza uma causa importante que deveria ser combatida com informação desde a escola, com seriedade e não uma resposta irônica na intenção de apenas ‘ofender’ alguém que você não gosta”.

O episódio original ocorreu em setembro de 2018, durante um show em Fernando de Noronha, quando Luísa Sonza solicitou um copo de água à advogada ao confundi-la com membro da equipe do local. Na época, Isabel Macedo de Jesus alegou ter sofrido racismo e tornou o caso público dois anos depois, gerando repercussão nacional e levando a cantora a uma profunda reflexão sobre privilégios e seu papel como mulher branca na sociedade.

Sonza destaca que, mesmo reconhecendo não ser perfeita, busca sempre agir de acordo com os princípios que defende. Ela lembra que tinha apenas 18 anos na época do ocorrido e, desde então, passou por um processo intenso de amadurecimento pessoal e profissional, aprendendo a ouvir críticas e a se informar melhor sobre questões sociais.

Em 2022, a artista publicou uma retratação oficial, admitindo que sua conduta reproduziu padrões de racismo estrutural, pediu desculpas à advogada e assumiu o compromisso de se aprimorar. Posteriormente, as partes chegaram a um acordo confidencial que encerrou o processo judicial, cujos termos não foram divulgados publicamente.