
Influenciadora denuncia transfobia em espetinho do Bessa; proprietária nega acusação (Foto: Instagram)
Uma denúncia publicada por Mariana Alves, conhecida como Malévola, em suas redes sociais gerou grande repercussão ao afirmar que teria sofrido transfobia durante um atendimento em um espetinho localizado no bairro do Bessa, em João Pessoa. A influenciadora relatou ter sido alvo de comentário ofensivo no último fim de semana, enquanto a proprietária do estabelecimento apresenta versão contrária e reforça que não houve qualquer tipo de discriminação no local. O caso motivou debate sobre o ambiente de atendimento em estabelecimentos informais e reacendeu discussões sobre respeito à diversidade de gênero.
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De acordo com a influenciadora, o episódio ocorreu no sábado (04) quando, após fazer o pedido, ela teria sido chamada de “Paulão” por um dos atendentes, expressão que considerou transfóbica. Imediatamente após a publicação, Janaína Carvalho, proprietária do Espetinho da Janaína, veio a público negar a acusação. Em nota oficial, ela disse que não houve ofensa e que acionou a polícia civil, registrando boletim de ocorrência para apurar a versão dos funcionários e assegurar transparência no processo.
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Em entrevista ao g1, Janaína Carvalho contestou a narrativa apresentada pela influenciadora. Segundo a empresária, toda a equipe recebe orientação contínua sobre atendimento respeitoso, incluindo diversidade e combate a preconceitos. Ela esclareceu que não existe registro interno de qualquer comentário direcionado à cliente e que vê a acusação como incompatível com o histórico do local. Além disso, Janaína ressaltou que conversou com cada funcionário presente no sábado para confirmar que ninguém chamou a influenciadora de forma pejorativa.
Para Janaína, a formalização do boletim de ocorrência não visou silenciar Malévola, mas sim resguardar sua reputação e a dos funcionários diante de possíveis retaliações. Segundo ela, desde a divulgação do caso nas redes sociais, chegaram mensagens de ódio e ameaças anônimas contra o estabelecimento, o que gerou preocupação sobre a segurança física e virtual da equipe. A proprietária reforçou que confia no trabalho das autoridades para esclarecer as circunstâncias e evitar danos irreparáveis ao negócio.
Janaína revelou ainda que já acompanhava o trabalho de Malévola através das redes sociais e, em um primeiro momento, chegou a considerar que tudo não passasse de um mal-entendido ou de uma brincadeira de mau gosto. No entanto, o tom firme da acusação e o potencial impacto negativo no estabelecimento levaram-na a agir com cautela. “Nosso compromisso é com o respeito e a inclusão. Reitero que qualquer insinuação de transfobia por parte de nossa equipe é infundada”, declarou a comerciante.
Ainda segundo Janaína Carvalho, o espetinho, em atividade desde 2011, sempre teve um histórico limpo em relação a denúncias de discriminação. Em mais de uma década, nunca houve registros de reclamações formais sobre postura preconceituosa ou atos de transfobia. A comerciante ressaltou que promove treinamentos regulares com a equipe sobre diversidade e atendimento humanizado, reforçando o posicionamento público do estabelecimento contra qualquer forma de preconceito e a disposição para construir um ambiente acolhedor para todos os clientes.
