
Preparativos de rope jump na Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda foi lançada sem corda de segurança (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra quatro pessoas por homicídio com dolo eventual na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que foi lançada sem cordas durante um rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
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Os denunciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Todos permanecem presos e agora aguardam o andamento da ação penal.
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A tragédia ocorreu na manhã de 13 de junho, quando Maria Eduarda caiu da ponte de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. Na denúncia, o MP ratifica a conclusão da Polícia Civil sobre falhas graves, como a não conferência da conexão, a ausência de dupla checagem dos equipamentos e a falta de definição clara das funções de cada membro da equipe.
Segundo o Ministério Público, os organizadores exploravam comercialmente a atividade sem cumprir exigências legais, privilegiando interesses financeiros e a divulgação dos saltos em redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.
Com a denúncia aceita, a próxima etapa será a audiência de instrução e julgamento, quando acusados e testemunhas serão ouvidos. Após essa fase, a Justiça decidirá se os réus responderão ao processo perante o Tribunal do Júri. Até o momento, as defesas ainda não se manifestaram sobre essa etapa.
A Polícia Civil concluiu dois inquéritos distintos: o primeiro, em 22 de junho, indiciou Egoroff, Cintra e Gonçalves (Vitor) por homicídio com dolo eventual, com base em imagens do salto; o segundo, no início de julho, indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio e fraude processual, ao supostamente ordenar a retirada da câmera presa ao pulso da vítima.
Quatro outros investigados não foram indiciados: João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins chegaram a ser presos, mas foram liberados por falta de provas; Luís Gustavo de Oliveira e Kauê Felipe Silva Silveira também foram descartados pela Polícia Civil. As defesas contestam as acusações, alegando que se tratou de fatalidade, discordância no enquadramento jurídico e até prisão indevida.
