
Polícia encontra vestígios de crime brutal em terreno de Ceilândia (Foto: Instagram)
A investigação sobre um homicídio brutal em Ceilândia (DF) ganhou novo capítulo com a prisão de João Paulo Leandro Mendes, advogado de 34 anos apontado como principal suspeito de matar e esquartejar um homem em um terreno rural. Moradores relatam comportamentos estranhos do suspeito e a Polícia Civil identificou vestígios de um possível ritual satânico no local. Até o momento, a vítima não foi oficialmente identificada e segue debaixo de perícia. Autoridades buscam esclarecer motivações e dinâmicas do crime.
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Conforme apuração dos investigadores, o homicídio ocorreu no fim de 2025 em uma área isolada da região conhecida como Alexandre Gusmão. Segundo a linha principal de investigação, João Paulo teria atraído a vítima para o terreno, cometido o assassinato, esquartejado o corpo e ateado fogo aos restos mortais. Partes humanizadas foram encontradas espalhadas pela propriedade, incluindo um pé e fragmentos cranianos, indicativos de desmembramento sistemático. O delegado Fernando Fernandes lidera o caso, indiciando o suspeito por homicídio e destruição de cadáver.
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Antes da detenção, vizinhos relatavam que o advogado aposentado por invalidez exibia comportamento peculiar, caracterizado por um sorriso constante e olhar intimidador. Ele morava com a esposa, servidora aposentada do Tribunal de Contas, e mantinha uma extensa área de criação de animais — porcos, galinhas, bodes e patos — no mesmo terreno onde o crime ocorreu. Após obter liberdade em 28 de fevereiro, o investigado teria feito ameaças a moradores da comunidade, segundo depoimentos coletados pela reportagem.
A atenção da comunidade aumentou quando testemunhas viram João Paulo carregando pneus e provocando chamas em um ponto isolado da propriedade, ação que motivou denúncias à Polícia Civil. Ao chegarem ao local, agentes encontraram o corpo carbonizado de um homem, além de outras partes decompostas a poucos metros de distância. Toda a área foi isolada para perícia, que realizou a coleta de fragmentos ósseos e vestígios de fogo. O material foi encaminhado ao Instituto de Criminalística para análise.
Em depoimento, o suspeito afirmou ser adepto de práticas satânicas, mas negou participação no homicídio, alegando que o fogo servia apenas para queimar restos de animais. Conforme segunda denúncia, ele teria retornado para remover partes humanas e deixá-las à beira de uma estrada de terra, supostamente para dificultar o trabalho dos peritos. Diante dessas evidências, a Polícia Civil efetuou prisão em flagrante por destruição de cadáver e formalizou indiciamento por homicídio qualificado.
A esposa de João Paulo prestou esclarecimentos informando que o marido recebeu diagnóstico de esquizofrenia e transtorno do espectro autista, além de ter se aposentado como advogado em Santa Catarina. A investigação revelou mais de 30 registros policiais envolvendo o suspeito nos últimos anos, incluindo profanação de sepulturas em Taguatinga e porte de arma branca. Só em 2025, ele foi detido duas vezes por atos incomuns e ameaças, reforçando o histórico conturbado do acusado.
