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Destroços de Boeing 737 cargueiro desaparecido são localizados no Mar Arábico


Destroços do Boeing 737 cargueiro da K2 Airways no Mar Arábico (Foto: Instagram)

Equipes de resgate do Paquistão localizaram nesta quarta-feira (08) os destroços do avião cargueiro Boeing 737 que desapareceu na noite de terça-feira (07). A aeronave havia comunicado um problema no sistema de navegação durante o voo entre Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e Karachi, no Paquistão. Policiais e equipes da Guarda Costeira colaboraram na identificação de fragmentos espalhados pelo Mar Arábico.

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De acordo com a Autoridade Aeroportuária do Paquistão, os destroços foram encontrados cerca de 98 quilômetros ao sul do porto de Ormara, sobre águas internacionais do Mar Arábico. A localização ocorreu aproximadamente 12 horas após a última comunicação da tripulação com o controle de tráfego aéreo, que havia registrado sinal de emergência antes do contato ser interrompido.

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Apesar da confirmação da localização da fuselagem, as buscas pelos cinco tripulantes seguem intensas. Dois pilotos, dois engenheiros de voo e um membro de apoio fazem parte da equipe que estava a bordo. A Marinha do Paquistão e a Agência de Segurança Marítima utilizam navios, lanchas e aeronaves na tentativa de resgatar os ocupantes, mas ainda não há informações confiáveis sobre possíveis sobreviventes.

O Boeing 737 era operado pela K2 Airways e decolou de Sharjah com destino a Karachi na última terça-feira. Conforme a Autoridade de Aeroportos do Paquistão, a tripulação relatou falha no sistema de navegação às 21h18, no horário local, e, poucos minutos depois, perdeu-se toda comunicação com o avião. Controladores em terra ainda tentaram orientar a rota, mas não conseguiram restabelecer o contato.

Dados do site de monitoramento Flightradar24 mostram que o cargueiro passou por variações extremas de altitude nos instantes finais de voo. Em menos de um minuto, houve perda de aproximadamente 1.500 metros; logo depois, o aparelho subiu cerca de 1.800 metros em apenas 30 segundos e, em seguida, entrou em mergulho, voando a cerca de 335 metros de altura e descendo a 22.400 pés por minuto (aproximadamente 400 km/h).

Em entrevista à Reuters, o consultor em segurança da aviação Anthony Brickhouse afirmou que esse padrão de voo é “totalmente incomum” e que ainda é cedo para apontar as causas do acidente. Ele reforçou que os dados iniciais do radar fornecem indícios de perda de controle, mas que a investigação oficial deverá aguardar a análise de caixas-pretas e demais evidências coletadas no local.

O jato foi fabricado em 1999 para transporte de passageiros pela Aeroflot e convertido em cargueiro em 2012. Desde 2024, era o único avião na frota da K2 Airways. A companhia informou que está colaborando integralmente com as autoridades paquistanesas e com especialistas internacionais. Caso seja confirmada a morte dos cinco ocupantes, será o primeiro acidente aéreo fatal no país desde 2020, quando um Airbus A320 da Pakistan International Airlines caiu em Karachi, deixando 97 vítimas.

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