Flávio Bolsonaro altera tom e solicita aos EUA que não imponham tarifa ao Brasil

Posted by


Senador brasileiro defende adiamento de tarifa de 25% em audiência no USTR (Foto: Instagram)

Em audiência em Washington, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), fez um apelo para que os Estados Unidos desistam de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, a eventual taxação prejudicaria o poder de compra da população, agravaria o custo de vida e não responsabilizaria os agentes que, em sua avaliação, originaram o litígio comercial. O parlamentar também criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e enalteceu o Pix como ferramenta que amplia a inclusão financeira sem ameaçar companhias americanas.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

A audiência, promovida pelo Office of the United States Trade Representative (USTR), integra uma investigação que pode resultar na aplicação de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras. Durante sua manifestação em 7 de março, Flávio Bolsonaro classificou o momento como “o pior para aplicar uma taxação”, ressaltando a dificuldade de reverter uma medida que penalizaria diretamente a sociedade e deixaria impunes aqueles apontados pelas divergências bilaterais. Antes do encontro, ele já havia enviado um ofício ao USTR pedindo o adiamento da decisão devido ao calendário eleitoral deste ano.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Participantes da audiência relataram que o senador enfatizou que a tarifa de 25% não atingiria diretamente as autoridades envolvidas nas disputas, mas recairia sobre toda a cadeia de consumo, onerando famílias e pequenas empresas brasileiras. Flávio afirmou que a medida serviria mais como instrumento político para premiar quem gerou a controvérsia do que para corrigir qualquer prática comercial considerada irregular.

Outro ponto central da argumentação do parlamentar foi a defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado no governo de Jair Bolsonaro. Ele assegurou que o mecanismo não representa ameaça ao sistema financeiro norte-americano e que pode coexistir com as soluções de pagamento já utilizadas pelas empresas dos EUA, reforçando o caráter inovador e inclusivo do modelo brasileiro.

Em nota distribuída posteriormente à imprensa, Flávio Bolsonaro destacou que o Pix “é uma solução que ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal”. O senador acrescentou que o uso crescente do Pix não reduziu o volume de transações processadas por cartões emitidos por bandeiras americanas, o que demonstra sinergia entre os sistemas.

Durante sua fala, o senador também aproveitou para criticar o presidente Lula, mencionando escândalos de corrupção de gestões petistas, como o mensalão, e apontando para casos recentes de descontos indevidos em benefícios do INSS e investigações ligadas ao Banco Master. Segundo ele, tais episódios corroem a confiança das autoridades norte-americanas na condução econômica do Brasil.

A audiência faz parte da fase de consultas públicas conduzida pelo USTR para decidir se mantém, modifica ou arquiva a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Após o término dessa etapa, o governo dos Estados Unidos deve anunciar seu posicionamento final sobre a taxação, que pode afetar setores variados da economia nacional.