
O rapper Oruam, foragido há cinco meses após descumprir tornozeleira eletrônica (Foto: Instagram)
O rapper Oruam completa nesta sexta-feira (03) cinco meses foragido após não cumprir as regras do monitoramento eletrônico determinadas pela Justiça. Em fevereiro, seu benefício de responder ao processo em liberdade foi revogado, e a prisão preventiva passou a ser decretada. Ele enfrenta acusações de tentativa de homicídio contra dois policiais civis e é investigado por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a expedição de nova ordem de prisão devido ao descumprimento das medidas cautelares.
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Recentemente, a defesa de Oruam apresentou à juíza Tula Correa um laudo relatando que o cantor estaria com tuberculose. O documento, assinado por um profissional privado, apontava episódios de febre, tosse persistente e perda de cerca de cinco quilos desde o início dos sintomas. Apesar de solicitar a suspensão da prisão preventiva para tratamento médico, a magistrada rejeitou o pedido ao considerar que o relatório não foi emitido por uma instituição oficial e manteve a ordem de prisão inalterada.
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Na decisão, a juíza Tula Correa enfatizou que a prisão preventiva de Oruam segue necessária para assegurar a ordem pública e a aplicação da lei. Ela ressaltou que os requisitos que justificam a medida cautelar permanecem presentes, sobretudo pelo histórico de descumprimento das condições autorizadas pela Justiça. O monitoramento por tornozeleira eletrônica, que deveria garantir o controle de suas atividades, apresentou falhas em 28 ocasiões durante 43 dias, segundo o processo.
O processo de tentativa de homicídio contra policiais civis tem origem em um episódio de 2025, quando agentes da polícia civil tentavam cumprir mandado de busca e apreensão na saída da residência de Oruam, onde estaria um adolescente alvo da diligência. Conforme a investigação, o cantor e um grupo que o acompanhava teriam lançado pedras contra os agentes durante a ação. Inicialmente detido, ele conseguiu responder ao processo em liberdade até a violação das condições impostas.
Paralelamente ao processo por violência contra policiais, Oruam está sob investigação por lavagem de dinheiro supostamente orchestrada pelo pai, o traficante Marcinho VP, apontado como um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho. A Justiça decretou prisões preventivas também para o irmão e para a mãe do rapper, Marcia Gama. Posteriormente, Marcia obteve habeas corpus e teve sua prisão revogada, passando a responder ao processo em liberdade.
A defesa de Oruam ainda analisa possíveis recursos para tentar reverter a prisão preventiva, mas afirma que o quadro de saúde do cantor demanda imediatamente atendimento médico especializado. Enquanto isso, o rapper segue foragido, e as autoridades continuam intensificando as buscas para efetivar a ordem de prisão. A juíza Tula Correa determinou que qualquer nova avaliação de saúde seja realizada somente após a localização e apresentação do artista no sistema prisional.
