
Áudios sugerem premeditação em atropelamento fatal em Porto Velho (Foto: Instagram)
Novos áudios enviados pela estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, trazem detalhes do que ela afirmou minutos após o atropelamento que resultou na morte de Odair Brustolin, de 68 anos, em Porto Velho (RO). As mensagens de voz foram incorporadas ao inquérito policial e podem elucidar a dinâmica do crime.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O atropelamento ocorreu na tarde de quarta-feira (1º), por volta das 13h20, dentro do condomínio onde a jovem mora. Por volta das 13h45, Vitória encaminhou áudios a um grupo de WhatsApp com moradores do residencial, pouco depois de o carro ter atingido a vítima.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Nas gravações, a estudante alega que avisou diversas vezes que passaria com o veículo pelo portão caso continuassem a chamá-la de “louca”. “Eu avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, eu ia passar pelo portão. Eu falei mil vezes, vocês me conhecem”, declarou ela em tom exaltado.
De acordo com a Polícia Civil, os áudios agora fazem parte do material pericial e podem reforçar indícios sobre a premeditação ou não do ato. Até o momento, a defesa de Vitória não se posicionou publicamente sobre o teor das mensagens de voz divulgadas.
Em entrevista à Rede Amazônica, o defensor público Fábio Roberto avaliou que o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, uso de meio que dificultou a defesa da vítima e pela condição de idoso de Odair. Ele acrescentou que os áudios podem reforçar a tese de premeditação, elevando a pena a até 30 anos de prisão.
Testemunhas relataram que, após discutir com moradores, a estudante deu ré e acelerou o veículo contra a residência de Odair, atingindo-o. A vítima foi socorrida e levada a um hospital local, onde não resistiu aos ferimentos.
Após o atropelamento, Vitória deixou o condomínio e foi encontrada horas depois na casa de um amigo. Ainda segundo o boletim de ocorrência, ela apresentava comportamento agressivo e foi presa em flagrante na varanda da residência, sendo levada à Central de Flagrantes.
Em maio de 2025, a estudante já havia sido detida por dirigir embriagada em Porto Velho. Na ocasião, celebrou Acordo de Não Persecução Penal, com suspensão da CNH e cumprimento de condições para evitar ação penal. O processo foi arquivado em abril deste ano após indenização da vítima.








