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Organizadora é suspeita de ordenar sumiço de câmera em caso de morte em rope jump


Maria Eduarda Rodrigues de Freitas e o viaduto onde ocorreu o rope jump investigado pela polícia (Foto: Instagram)

A Polícia Civil, em relatório divulgado nesta quinta-feira (02), indica que a organizadora do rope jump que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas pode ter instruído colaboradores a desaparecerem com a câmera corporal fixada ao corpo da jovem. Segundo o documento oficial, houve preocupação imediata com o equipamento para evitar que as imagens fossem usadas na investigação do acidente.

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O relatório aponta que Evelyne dos Santos Gonçalves, responsável pelo evento, teria exigido que integrantes do grupo localizassem o dispositivo e retirassem a câmera do local logo após a tragédia. No texto, a polícia destaca que o pedido foi feito imediatamente após o salto fatal, reforçando o caráter emergencial da ação solicitada pela organizadora.

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De acordo com depoimentos colhidos durante o inquérito, um dos membros do grupo afirmou que Evelyne solicitou diretamente a exclusão do vídeo registrado pela câmera. O pedido, no entanto, foi recusado naquele instante pelos próprios colaboradores, que priorizaram o acionamento do socorro à vítima em vez de atender à solicitação de apagar o material.

Até o momento, a câmera — que capturava o salto em primeira pessoa e poderia esclarecer detalhes do acidente — não foi localizada. A autoridade policial considera o equipamento peça-chave para elucidar as circunstâncias da queda e avaliar eventuais falhas na organização do rope jump, que podem ter contribuído para a morte de Maria Eduarda.

O relatório também descreve movimentações posteriores ao acidente para recolher outros equipamentos e, inclusive, desativar perfis em redes sociais associados ao evento. Uma testemunha declarou que Evelyne voltou a expressar preocupação com as imagens e reiterou a necessidade de remover objetos e dispositivos eletrônicos das imediações para dificultar a coleta de provas.

A Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, sob a suspeita de tentar interferir no curso das investigações. Segundo o inquérito, ela desempenhava a função de “CEO” do grupo responsável pelo rope jump, atuando na organização, no cadastro de participantes e na divulgação do salto. A defesa da suspeita, por sua vez, informou discordar do indiciamento e afirmou que se manifestará ao longo do processo judicial.

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