
Bilhetes da Mega-Sena sob disputa judicial (Foto: Instagram)
Um casal de Sinop (MT) investigado por suposto furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, teve todo o dinheiro bloqueado pela Justiça desde 2023. O ticket venceu no sorteio de agosto daquele ano e foi depositado na Caixa Econômica Federal para liberação do prêmio. Conforme a defesa, a Caixa solicitou alguns dias para checagem e crédito, mas, faltando três dias para o saque, a Justiça determinou o bloqueio cautelar. “Desde então, são milionários apenas no papel”, afirmou o advogado dos suspeitos.
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A apuração teve início após uma ex-funcionária de uma casa lotérica afirmar que ela e o marido seriam os verdadeiros proprietários do bilhete premiado. Segundo relatos, o comprovante foi emitido com defeito durante o atendimento a uma cliente, acabou guardado no estabelecimento e, depois do sorteio, passou a integrar o patrimônio da lotérica, sem ter sido cancelado. A defesa sustenta, porém, que qualquer problema operacional deveria recair sobre o salário da empregada, indicando que o bilhete lhe pertenceria de fato.
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O prêmio total do concurso alcançou R$ 116 milhões, rateados entre quatro apostas ganhadoras, cada uma com cerca de R$ 29 milhões. O casal de Sinop reivindica sua cota, mas a discussão judicial foca na posse legítima do bilhete. A peça-chave da controvérsia é o fato de que o ticket permaneceu em poder da lotérica antes de a dupla tentar resgatar o valor, o que motiva o questionamento sobre quem detém o direito ao montante.
A Caixa Econômica Federal informou que não comenta processos em andamento, e a casa lotérica envolvida optou por não se manifestar. No processo, consta o entendimento de que o suposto furto se consumou no instante em que o bilhete foi retirado do cofre do estabelecimento, configurando prejuízo à empresa. Mesmo que exista tentativa de saque posterior, essa ação não modificaria a natureza do ato investigado, conforme decisão já mencionada nos autos. A decisão final ficará a cargo da Justiça Estadual, que definirá quem poderá efetivamente sacar os R$ 29 milhões.








