Suspeito de matar professora tentou fazer ex-companheira engolir celular

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Professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, vítima de feminicídio em Castanheira (MT) (Foto: Instagram)

Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi capturado na quarta-feira (1º) em um acampamento improvisado na zona rural de Castanheira, no Mato Grosso. Ele é apontado como principal suspeito do feminicídio da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, cujo corpo foi localizado na segunda-feira (29) em uma represa da região. As autoridades mantêm o caso sob análise, reunindo elementos de registros e depoimentos para entender a motivação e a dinâmica do crime.

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A detenção de Joel ocorreu após dois dias de diligências intensas em uma área de mata próxima ao assentamento onde ele estava foragido. Conforme a Polícia Civil, na abordagem o suspeito estava armado com um facão e ofereceu resistência, sendo imobilizado pelos agentes. Em seguida, ele foi levado à delegacia regional em Castanheira e aguarda as providências judiciais.

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Além da acusação de feminicídio, Joel Laureano responde a um processo por violência doméstica contra uma ex-companheira, registrado em 18 de janeiro de 2024, em Juína (MT). No boletim de ocorrência, a vítima relatou que ele a enforcou, proferiu ameaças de morte e chegou a erguer um celular até a boca dela, afirmando que a forçaria a engolir o aparelho.

Segundo o mesmo registro policial, o suspeito exibiu uma caixa de munições e colocou na cintura um revólver de forma ostensiva durante as agressões. A mulher revelou à Polícia Militar que Joel também possuía uma pistola, possivelmente calibre .22, e que mantinha as armas na propriedade rural para intimidá-la.

A ex-companheira relatou que o episódio não teria sido isolado, citando ameaças anteriores e agressões frequentes. Após passar mal em decorrência da violência, ela solicitou ser levada a Juína, onde procurou atendimento médico e denunciou o caso às autoridades de saúde e segurança pública.

O caso de Adélia Cristina, uma educadora respeitada na comunidade local, passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio desde o momento em que suas circunstâncias foram esclarecidas. Com o avanço das apurações e o histórico criminal de Joel, espera-se que novas provas sejam juntadas ao processo para assegurar a responsabilização do suspeito.