
Polícia pede prisão preventiva de organizadora de rope jump após morte de jovem (Foto: Instagram)
A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (1º) o segundo e último inquérito que apurava a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). No relatório final, a delegada Andréa Dantas Levy solicitou a conversão da prisão temporária de Evelyne dos Santos Gonçalves em preventiva, alegando elementos ainda em investigação contra a empresa de aventura.
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Simultaneamente, a autoridade policial requereu a revogação das prisões temporárias de Gabriel Barros Martins e João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, acusados de envolvimento no desaparecimento da câmera GoPro de Maria Eduarda. Cabe agora à juíza de Limeira decidir se mantém Evelyne presa e se autoriza a liberdade dos outros dois investigados, conforme o entendimento do Ministério Público e da defesa.
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O segundo inquérito apurou suspeita de fraude processual relacionada ao sumiço da câmera GoPro, que poderia conter provas sobre o acidente. A polícia analisava se o equipamento fora removido do corpo de Maria Eduarda para ocultar evidências. Contudo, depoimentos indicaram que o homem que retirou a GoPro tinha cabelos escuros, divergente de João, conhecido como “Alemão”, cujos cabelos são loiros, levando a delegada a não indiciá-lo.
A câmera, até agora, não foi encontrada, mas segue considerada peça-chave para esclarecer os minutos que antecederam o salto. O pedido de soltura de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva ocorreu dias após o Bacci Notícias divulgar, em primeira mão, carta manuscrita por ele no período de prisão temporária. Na correspondência, João nega participação na ocultação do equipamento, garante ter tentado socorrer Maria Eduarda e confia na comprovação de sua inocência.
O relatório também destaca falhas graves na organização do rope jump nas duas cidades paulistas. Segundo a investigação, faltaram protocolos de segurança, houve descoordenação operacional, falta de treinamento adequado e ausência de estrutura formal para a atividade. Ainda de acordo com depoimentos, Maria Eduarda foi lançada sem estar conectada à corda de segurança no salto denominado “aviãozinho”, mesmo após alertas de pessoas presentes, e acabou despencando de cerca de 40 metros.
No primeiro inquérito, concluído em junho, a Polícia Civil indiciou os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves por homicídio doloso qualificado, por suposto risco assumido ao permitir o salto sem condições mínimas de segurança. As prisões em flagrante foram convertidas em preventivas. Foi apurado ainda que o grupo atuava de forma irregular, sem autorização para exploração comercial do rope jump e sem seguir protocolos técnicos específicos.








