
Eduardo Bolsonaro vibra em Houston antes de Brasil x Japão (Foto: Instagram)
Eduardo Bolsonaro (PL) marcou presença no Estádio de Houston, no Texas, na segunda-feira, 29 de junho de 2026, para assistir ao confronto entre Brasil e Japão pela segunda fase da Copa do Mundo realizada em Estados Unidos, Canadá e México. Poucos dias após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal e declarado inelegível por até oito anos, ele voltou a gerar repercussão com manifestações políticas nas redes sociais.
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O ex-deputado chegou ao estádio acompanhado do jornalista Thiago Asmar, mais conhecido como Pilhado, e compartilhou registros da chegada em vídeos e fotos nas suas plataformas digitais. Entre bandeiras e cantos da torcida, ele vibrou com o ambiente festivo. Esta foi a segunda vez em que Eduardo Bolsonaro esteve em um jogo da Seleção no Mundial: na última quarta-feira (24), ele já havia assistido, em Miami, à vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, na fase de grupos.
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Pouco antes do início do duelo contra o Japão, Eduardo publicou um vídeo saudando torcedores brasileiros que se aglomeravam nos arredores do estádio. No registro, ele afirmou: “Brasileiro hoje só quer três coisinhas: Brasil hexa, Flávio Bolsonaro presidente e [Jair] Bolsonaro livre”. O conteúdo ultrapassou milhares de visualizações em poucas horas.
Na legenda da mesma publicação, o ex-parlamentar lançou mais uma alfinetada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “O filho do Bolsonaro está aqui. E o filho do Lula? Obrigado pela consideração”, escreveu, numa referência à ausência de membros do governo do atual presidente no evento esportivo.
A intensidade das manifestações ocorre em meio ao desenrolar de seu processo no STF. Por decisão unânime da Primeira Turma, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo crime de coação no curso do processo, acusado de pressionar autoridades brasileiras para a defesa de interesses familiares. A sentença o torna inelegível por até oito anos, mas a defesa já anunciou intenção de recorrer.
Conforme o entendimento da maioria dos ministros que votaram pela condenação, o ex-deputado atuou para incentivar o governo dos Estados Unidos a impor sanções ao Brasil, como tarifas comerciais, suspensão de vistos de autoridades brasileiras e aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Há ainda investigações sobre o envio de documentos oficiais a congressistas americanos.
